Domingo, 27 de Maio de 2007

Dizem que a uma certa idade nós as mulheres nos fazemos invisíveis, que nossa actuação

na cena da vida diminui e que nos tornamos inexistentes para um mundo onde só cabe o impulso dos anos jovens.
 
Eu não sei se me tornei invisível para o mundo, pode ser, porém nunca fui tão consciente da minha existencia como agora, nunca me senti tão protagonista da minha vida, e nunca

desfrutei tanto cada momento da minha existencia.
 
Descobri que não sou uma princesa de contos de fada; descobri o ser humano sensível que sou e também muito forte. Com suas misérias e suas grandezas. Descobri que posso me permitir o luxo de não ser perfeita, de estar cheia de defeitos, de ter fraquezas, de me enganar, de fazer coisas indevidas e de não responder as expectativas dos outros.
 
E , apesar disso... Gostar de mim
 
Quando me olho no espelho e procuro quem fui…sorrio àquela que sou…alegro-me do caminho andado, assumo as minhas contradições. Sinto que devo saudar a jovem que fui

com carinho, mas deixa-la de lado porque agora me atrapalha. Seu mundo de ilusões e fantasias, já não me interessa. É bom viver sem ter tantas obrigações. Que bom não sentir um desasossego permanente causado por correr atrás de tantos sonhos.
 
“A vida é tão curta e a tarefa de vive-la é tão difícil que quando começamos a aprende-la, já é hora de partir "



publicado por AnnaTree às 23:44
Brilhante e sincero...
Tu vives. Parabéns!

"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe."
(Oscar Wilde)

"Caminante, son tus huellas
el camino, y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino,
sino estelas en la mar."

António Machado
oprincipal a 28 de Maio de 2007 às 04:22

nao sei se vivo ou se sobrevivo ou e alterno. só sei que hei de ir ter com as nossas amigas minhocas completamente "gasta" da vida!boa noite
anna tree

Sendo assim as minhocas vão ficar de dieta!


"Nascido do frio e da vertigem
um teimoso sol desponta em cada madrugada
com esse sol renasce também em cada homem
a esperança de um dia novo
distinto
absoluto
e diferente
em que tudo pudesse acontecer pel aprimeira vez
enchem-se então os olhos de espanto e de memória
e rebenta-nos uma saudade enorme do futuro
e uma sede tranquila de infinito
e em cada novo dia nos apaixonamos
e desistimos
e ressuscitamos
do enorme chão de água que nos cerca"
oprincipal a 30 de Maio de 2007 às 00:21

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