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Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

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Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

26
Mai09

a coragem de mudar de willy pasini e donata francescato IX

AnnaTree

Coisas lidas
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Letizia tem trinta e sete anos e é promotora de uma financeira. Divorciada, voltou a casar-se há sete anos e tem duas lindas meninas. Vem pedir ajuda, queixando – se de uma limitação da libido que dura já há mais de um ano, fenómeno que a deixa desconcertada, porque a sua vida sexual e o seu desejo sempre foram absolutamente normais, quer com Adriano, o companheiro actual, quer com o ex. Marido. Por detrás da aparência de mulher eficiente dinâmica e segura de si, Letizia disfarça, na realidade, a depressão, causada por uma insatisfação conjugal que não quer admitir: idealizou o marido e ama-o perdidamente.
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Uma segunda conversa com Letizia permite descobrir que, apesar de ela continuara negar, a verdade é que se sente só: este casamento causa-lhe um vazio afectivo (...) ela deu-se conta de que não recebe alimento sentimental suficiente em troca da sua dedicação, de modo que o «reservatório» começa a ficar vazio
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Podem imaginar-se varias estratégias

MUDAR FORA (OU AS REGRAS DO CASAL)
Letizia deve fazer finca-pé na sua força contratual, porque o marido tende a tratar dos assuntos familiares como se fossem profissionais e não mudará de atitude se a isso não for obrigado. A certeza de que a mulher, mesmo lamentando-se, não o deixará, impede-o de concretizar uma real mudança de atitude. Este comportamento é típico de muitos empresários hiperactivos, que só perante o risco de um enfarte aceitam finalmente pensar na qualidade da sua vida.

MUDAR DENTRO
Provavelmente Letizia, como tantas mulheres de homens brilhantes mas egocêntricos, deverá dimensionar de novo as suas expectativas, visto que é impossível pedir a um narcisista reciprocidade ou compreensão, do nosso ponto de vista. Depois da idealização inicial, a segunda fase deste casamento consistirá, pois, em criar um «ideal adaptado», segundo o qual Letizia procurará tomar o que o seu marido tem de melhor, desenvolvendo ao mesmo tempo uma autónoma alegria de viver, criando espaços só para si. A escolha de uma relativa independência pode provocar o desmoronar do mito romântico, e foi, de facto, essa a primeira reacção de Letizia: «mas então para quê casar-se se se fazem as coisas bonitas separadamente?». No entanto, na avaliação da sua felicidade conjugal, deverá procurar o justo equilíbrio entre autonomia e partilha, e rever periodicamente tal balanço; só desse modo conseguirá evitar que a insatisfação se exprima silenciosamente através do corpo e da sexualidade.