Terça-feira, 31 de Julho de 2007

Parte VX Conta corrente de Virgílio Ferreira

Coisas lidas (e postadas a três mãos)

(...)
Quatro horas dorme o santo,
Cinco ou seis quem não é tanto,
Sete ou oito toda a gente,
Nove ou dez quem está doente,
Onze horas dorme o porco
E mais quem estiver morto
.....................................................................................................................

Simplesmente...Vergilio Ferreira. "O tempo que passa não passa depressa. O que passa depressa é o tempo que passou"


Postado pelo Oprincipal


O tempo que passou esgota-se num relance do pensamento. As horas de vida que já foram nossas, as dos nossos antepassados recordados, os biliões de anos que sabemos do universo que são infinitamente menores do que o universo das nossas experiências pessoais, tudo se esgota num suspiro e mesmo esse suspiro depois de exalado é só mais um instante breve da brevidade com que passou o tempo passado..

postado por Charlie


sinto-me: grey

publicado por AnnaTree às 10:15
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Segunda-feira, 30 de Julho de 2007

Parte XIII Conta corrente de Virgílio Ferreira e Séneca

Coisas lidas (a duas mãos)

Tantos trazem uma mensagem a transmitir ou se reconhecem na que outros transmitiram.
Virgílio Ferreira
-----------------------------------------------------------------------------------------------
Pensas que só a ti isso sucedeu; admiras-te, como se fosse um caso raro, de após uma tão grande viagem e uma tão grande variedade de locais visitados não teres conseguido dissipar essa tristeza que te pesa na alma!? Deves é mudar de alma, não de clima. Ainda que atravesses a vastidão do mar, ainda que, como diz o nosso Vergílio, as costas, as cidades desapareçam no horizonte, os teus vícios seguir-te-ão onde quer que tu vás. Do mesmo se queixou um dia alguém a Sócrates: «Porquê admirar-te da inutilidade das tuas viagens,» - foi a resposta, - «se para todo o lado levas a mesma disposição? A causa que te aflige é exactamente a mesma que te leva a partir!» De facto, em que pode ajudar a mudança de local, ou o conhecimento de novas paisagens e cidades? Toda essa agitação carece de sentido. Andares de um lado para o outro não te ajuda em nada, porque andas sempre na tua própria companhia. Tens de alijar o peso que tens na alma; antes disso não há terra alguma que te possa dar prazer!
Temos de viver com essa convicção: não nascemos destinados a nenhum lugar particular, a nossa pátria é o mundo inteiro! Quando te tiveres convencido desta verdade, deixará de espantar-te a inutilidade de andares de terra em terra, levando para cada uma o tédio que tinhas à partida. Se te persuadires de que toda a terra te pertence, o primeiro ponto em que parares agradar-te-á de imediato. O que tu fazes agora não é viajar, mas sim andar à deriva, a saltar de um lado para o outro, quando na realidade o que tu pretendes - viver segundo a virtude - podes consegui-lo em qualquer sítio.
Séneca, in 'Cartas a Lucílio'
Oprincipal

sinto-me: uff q fds!!!!
música: billy holiday live

publicado por AnnaTree às 11:07
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Sexta-feira, 27 de Julho de 2007

Parte XII Conta corrente de Virgílio Ferreira lido em 1995/96

Coisas lidas


Não, não. A única coisa decente que ainda tens a fazer é morrer. E discretamente, se for possível. Não tem sentido adiares a morte se em vida estás já cheio de cruzes. Erraste todos os cálculos como se os tivesses feito. O calculo de ser sociável. De seres familiar, de teres decidido de tudo na papelada que escreveste que não tem sentido nenhum para ninguém. O calculo de por compreensão
Teres apostado no futuro que existe. O calculo de existires. Agora já só resta fechares a loja e sem ser para balanço que o balanço já está feito! E não podes acusar ninguém de ter corrido mal o negócio. O mal do negócio esteve no negociante. Recolhe-te á humildade de onde nunca devias ter saído. Tentaste erguer a cabeça, mas a tua verdade está na giba que te vai recolhendo. Acreditaste naquilo em que se não pode acreditar porque a verdade de uma coisa está naquilo que a nega, a verdade do dia está na noite que se segue. A verdade é a sensatez e a astúcia e tu insensato e ingénuo. Mas não vale a pena cobriste de opróbrio, porque para isso chegam os outros. Vence a vida com a única vitória que nunca é contestada e é, a derrota. Toda a gente fica satisfeita e tu podes ser gentil ao menos uma vez dando-lhe essa satisfação. Está um dia de céu nublado e dói-te a cabeça a estalar. Se te calasses?

***********************************************************************************

Pensando bem, vale mais morrer já, morre-se agora muito tarde. Quero dizer, muito depois de ter morrido muita coisa à nossa volta e dentro de nós. A vida humana estendeu-se e o que havia nela encolheu. A vida humana é assim vagarosa, «objectivamente» vagarosa, mas o que acontece dentro dela é rapidíssimo (...) Porque aos vinte e cinco anos, digamos aos trinta, temos o farnel pronto para a viagem. Antigamente dava para a viagem toda, agora temos de nos abastecer outra vez - com quê? Temos a bagagem pronta, o amor, as ideias, o corte das camisas e do cabelo, tudo na mala - como aguentar até aos setenta sem mudar de mala nem de camisas? Mesmo que as camisas sejam novas. Imagina agora tu a usares o coco do teu avô. Vergílio Ferreira, in 'Nítido Nulo'

oprincipal

**************************************************************************

Viajar não é realizar o imaginário que nos excita antes da viagem mas sim exterminá-lo. O deslumbramento é do que se imagina e não do que realizou esse imaginar. Nós pensamos numa terra longínqua e confusamente admitimos que essa distância é sensível quando lá estivermos. Ora quando lá estivermos há o real que desmistifica o imaginário, há o lá, como aqui, num sítio limitado por um horizonte totalmente presente e não tocado da ausência que havia na imaginação. Mesmo os seus elementos característicos que tiver, uma vez realizados, perdem a magia na sua realização. Eis porque precisamos às vezes de rever num mapa a sua localização para de algum modo lhe restaurarmos a distãncia. Tudo se solidifica na concretização do real, tudo se desvanece aí da sua figuração. A grande força do real é a do que está para lá dele, porque toda a realidade é redutora. Vergílio Ferreira, in 'Pensar'

POSTADO OPRINCIPAL

sinto-me: VOU FICAR C/A M/NETA NO SABADO
música: OUÇO AS COLEGAS RIR : )

publicado por AnnaTree às 10:38
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Terça-feira, 24 de Julho de 2007

INTERVALO...Virgílio ferreira e henry milller by oprincipal

Coisas postadas


É mais difícil ser livre do que puxar a uma carroça. Isto é tão evidente que receio ofender-vos. Porque puxar uma carroça é ser puxado por ela pela razão de haver ordens para puxar, ou haver carroça para ser puxada. Ou ser mesmo um passatempo passar o tempo puxando. Mas ser livre é inventar a razão de tudo sem haver absolutamente razão nenhuma para nada. É ser senhor total de si quando se é senhoreado. É darmo-nos inteiramente sem nos darmos absolutamente nada. É ser-se o mesmo, sendo-se outro. É ser-se sem se ser. Assim, pois, tudo é complicado outra vez. É mesmo possível que sofra aqui e ali de um pouco de engasgamento. Mas só a estupidez se não engasga, ó meritíssimos, na sua forma de ser quadrúpede, como vós o deveis saber.

Vergílio Ferreira, in 'Nítido Nulo'

Ninguém avança pela vida em linha recta. Muitas vezes, não paramos nas estações indicadas no horário. Por vezes, saímos dos trilhos. Por vezes, perdemo-nos, ou levantamos voo e desaparecemos como pó. As viagens mais incríveis fazem-se às vezes sem se sair do mesmo lugar. No espaço de alguns minutos, certos indivíduos vivem aquilo que um mortal comum levaria toda a sua vida a viver. Alguns gastam um sem número de vidas no decurso da sua estadia cá em baixo. Alguns crescem como cogumelos, enquanto outros ficam inelutávelmente para trás, atolados no caminho. Aquilo que, momento a momento, se passa na vida de um homem é para sempre insondável. É absolutamente impossível que alguém conte a história toda, por muito limitado que seja o fragmento da nossa vida que decidamos tratar.

Henry Miller, in "O Mundo do Sexo"

"Não penses para amanhã. Não lembres o que foi de ontem. A memória teve o seu tempo quando foi tempo de alguma coisa durar. Mas tudo hoje é tão efémero. Mesmo o que se pensa para amanhã é para já ter sido, que é o que desejamos que seja logo que for. É o tempo de Deus que não tem futuro nem passado. Foi o que dele nós escolhemos no sonho do nosso absoluto. Não penses para amanhã na urgência de seres agora. Mesmo logo à tarde é muito tarde. Tudo o que és em ti para seres, vê se o és neste instante. Porque antes e depois tudo é morte e insensatez. Não esperes, sê agora. Lê os jornais. O futuro é o embrulho que fizeres com eles ou o papel urgente da retrete quando não houver outro."

Vergílio Ferreira, in 'Escrever'


música: this woman 's work kate bush

publicado por AnnaTree às 10:59
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Segunda-feira, 23 de Julho de 2007

Parte XI Conta corrente de Virgílio Ferreira lido em 1995/96

Coisas lidas (a duas mãos)

A um olhar fito da distância absoluta, que me julga sem me julgar e é julgamento e acusação com só fixar em mim a dureza e a gravidade e o brilho imóvel do seu fitar-me.
Fui mandado para a vida com este ferrete, como ave que aninhassem e fosse largada em liberdade, mas com o controle fica atrás e a segue até ser morta e ser-lhe vida a anilha. Fui largado para a vida, mas ficou atrás o olhar que me segue e me faz sentir constantemente uma culpa que cometi e não consigo identificar e esclarecer.
(...)
É por isso que nunca estou contente comigo, é por isso que nenhum acto meu eu o julgo com merecimento, mas sinto antes que ele pouco significa em face de não sei quê que me diminui e confrange.
(...)
Toda a vida deste modo se me realiza por metade
(...)
Assim me causa espanto que os outros se estabeleçam á vontade no mundo que é seu e triunfem com o seu triunfo e exerçam a sua importância como se tivessem nascido sem um pecado cometido antes de nascerem. Assim os admiro sem saber ao certo se são inconscientes ou se de facto anilhados na sua pata de gente.
Há muito falta na minha origem, mas é duro que uma vida inteira não baste a redimir. E concentradamente olho os meus pulsos e tornozelos para decifrar as anilhas que aí alguém me pôs e não vejo e de que jamais me conseguirei desembaraçar

------------------------------------------------------------------------------------------------

É a palavra de ordem para o homem de hoje. Destruir. Tudo. Os deuses, as artes, diferenças culturais, ou a só cultura, diferenças sexuais, diferenças literárias ou a só literatura que leva hoje tudo, valores de qualquer espécie, filosofias, o simples pensamento, a simples palavra - tudo alegremente ao caixote. Entretanto, ou por isso, proliferação das gentes com a forma que lhes pertence, devastação da sida, que foi o que de melhor a natureza arranjou para equilibrar a demografia, droga dura para se avançar na vida mais depressa, criminalidade para esse avanço, juventude de esgotos nocturnos, velhos em excesso e que não há maneira de se despacharem e atulham os chamados lares de idosos ou simplesmente os depósitos em que são largados até mudarem de cemitério, politiqueiros que têm a verdade do erro que se segue e o mais e o mais. É tempo de cair um pedregulho como o que acabou com os dinossauros há sessenta milhões de anos e de poder dar-se a hipótese de a vida recomeçar. Até que venha outra vez a destruição e Deus definitivamente se farte do brinquedo. Entretanto vê se vês ainda alguma flor ao natural e demora-te um pouco a admirar-lhe a beleza e estupidez.

Vergílio Ferreira, in 'Escrever'

música: out of nothing gravity

publicado por AnnaTree às 10:32
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Domingo, 15 de Julho de 2007

peço desculpa pela interrupçao...

o virgilio ferreira com a sua conta corrente segue dentro de uma semana.

até lá deixo-vos imagens do paraiso onde estou.

hasta la vista, babies!

anna tree

http://videos.sapo.pt/cvqTMn54TOBrhzo6fQ5S  

sinto-me: em ferias
música: ouço U2

publicado por AnnaTree às 22:20
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Sexta-feira, 13 de Julho de 2007

Parte X Conta corrente de Virgílio Ferreira lido em 1995/96

Coisas lidas

(...)
Deus e a morte naturalmente se associam, porque eles existem precisamente em função um do outro.
(...)
Como o pude experimentalmente confirmar; o momento em que menos o intrigante nos domina é quando justamente se está a morrer. Está-se muito ocupado com isso para se ter tempo de pensar nisso.
(...)
É bela a vida, mas ela vai-me pertencendo menos para pertencer mais aos outros.
(...)
Realizamos a vida com restos que ficaram e ainda nos servem como velhos trastes que vão ficando para os nossos arranjos.
O mais doloroso é que não podemos já ser o que fomos nem ainda o que seremos
(...)
Diz-se que os velhos dormem pouco, na expectativa talvez de em breve dormirem tudo?
(...)
Há qualquer coisa que me viciou a vida toda e se manifesta na culpa e na vergonha que me embaraça em todas as situações e me diminui absurdamente aos meus olhos
..............................................................................................................................

post por oprincipal:

Breve Explicação do Sentido da Vida


Como exprimir em duas linhas o que venho tentando explicar já não sei em quantos livros? A vida é um valor desconcertante pelo contraste entre o prodígio que é e a sua nula significação. Toda a «filosofia da vida» tem de aspirar à mútua integração destes contrários. Com uma transcendência divina, a integração era fácil. Mas mais difícil do que o absurdo em que nos movemos seria justamente essa transcendência. Há várias formas de resolver tal absurdo, sendo a mais fácil precisamente a mais estúpida, que é a de ignorá-lo.
Mas se é a vida que ao fim e ao cabo resolve todos os problemas insolúveis - às vezes ou normalmente, pelo seu abandono - nós podemos dar uma ajuda. Ora uma ajuda eficaz é enfrentá-lo e debatê-lo até o gastar... Porque tudo se gasta: a música mais bela ou a dor mais profunda. Que pode ficar-nos para já de um desgaste que promovemos e ainda não operamos? Não vejo que possa ser outra coisa além da aceitação, não em plenitude - que a não há ainda - mas em resignação. Filosofia da velhice, dir-se-á. Com a diferença, porém, de que a velhice quer repouso e nós ainda nos movemos bastante.

Vergílio Ferreira, in 'Um Escritor Apresenta-se'


publicado por AnnaTree às 10:22
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Quarta-feira, 11 de Julho de 2007

Parte IX Conta corrente de Virgílio Ferreira lido em 1995/96

Coisas lidas

(...)
O que me move?
(...)
Há para tudo isto uma estrela longínqua, perdida entre as estrelas, e que eu não sei, e que suspeito apenas no impulso para a alcançar. De cada vez penso que a alcanço, mas sei que isso é uma ilusão que não é suficiente para desistir. Há um combate comigo mesmo, cada dia recomeçado, sem esperança de uma vitória, mas sem certeza de uma derrota. É assim como um combate de resultado adiado em que não há vencedor nem vencido.
(...)
Não há nela assim nem vitória nem derrota, mas só o estrago da luta que se travou e de novo se recomeça para enfim se vencer com a esperança de que sim e a certeza de que não. É assim uma luta verdadeiramente absurda marcada por uma estupidez celular, e simultaneamente pela alegria dessa luta e amargura de se não poder vencer. Na confusão das nebulosas, a estrela entre luz... Sei que ela existe, que ela deve existir para o meu combate ter razão sei para que lados fica e isso é já bastante. E tudo se passa assim numa sombra duvidosa em que o impulso a continuar se me revela acima da razão e da loucura. E só aí sei ser homem. E só aí de facto o sou...
.............................................................................................................................

postado por oprincipal:

Há tanto tempo espero por ti
na solidão do meu lugar
vem aquecer-me a cama
traz flores para o jantar

Sempre habitaste o meu coração
és a razão do meu fervor
mas não te vejo a cara
não sinto o teu calor

Podes contar ao mundo
como eu te procurei
quando me for embora
diz que te encontrei

Mesmo que tu não sejas real
ou sejas quem eu não previ
hei-de inventar-te sempre
hei-de esperar por ti

Podes contar ao mundo
como eu te procurei
quando me for embora
diz que te encontrei

quando eu me for embora
diz que te encontrei


Jorge Palma - Há tanto tempo


publicado por AnnaTree às 10:34
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Segunda-feira, 9 de Julho de 2007

Parte VIII Conta corrente de Virgílio Ferreira lido em 1995/96

Coisas lidas

(...)
O ciclone de há dois dias deixou um largo rasto de estragos. Mas o maior acidente foi à queda de um grande pinheiro (...) é estranho o desastre porque o pinheiro era forte e estava no meio da mata. A explicação da Regina é que o pimpãozinho devia ser mais alto que os outros e ofereceu com arrogância a cabeça á tempestade.
Lá o fui ver com a piedade e admiração que todos os gigantes derrubados me merecem.
(...)
Há uma fábula de um vime, que vergado á tempestade, vai resistindo a ela com a sua humildade enquanto as outras árvores que resistem com a sua farófia se vão abaixo.
Não elogio a humildade nem a arrogância. Cada um é para o que nasce. E se a grandeza se paga em moeda forte, é natural que apanhe a sua dose. O meu pinheiro era enorme, mas lixou-se. Jaz agora a meia-nau e essa é a pior das humilhações. Porque nem caiu por terra, para haver total derrota, nem se manteve em pé para haver total vitória. E talvez que seja esse o seu destino merecido. Porque era forte e não merecia cair e tinha farrancas e não merecia ficar de pé.



publicado por AnnaTree às 10:53
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Sexta-feira, 6 de Julho de 2007

Parte VII Conta corrente de Virgílio Ferreira lido em 1995/96

Coisas lidas

(...)
Estar presente quando vier o grande sinal. E guarda-lo em mim.
(...)
Nada a fazer, este escrito é-me sem remédio.
(...)
Eliminar todas as referências ao banal quotidiano, reduzir-me estritamente ao que de si tem alguma significação. Possivelmente é um erro pela chatice subsequente (...) forma sensível do escoar do tempo, nessa banalidade nós sentimos que a vida se revive e se nos escoa e nela a marca mais perceptível do que há em nós de temporário e de finito.
(...)
Escreve-la é assim aprisiona-la fixar-lhe a existência na leitura ocasional que alguém possa fazer disto. Como outros conservam mil ninharias de recordação, fixo eu o que acidentalmente me venha á calha reter. E há um hábito que se me criou e contra o qual nada posso.

publicado por AnnaTree às 10:32
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