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Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

07
Nov07

Parte X do grande e do pequeno amor ines pedrosa e jorge colombo lido marc2007

AnnaTree
Coisas lidas e vividas

O homem que ela escolhera, um editor que encontrara numa conferência, era o inverso desse seu modelo estafado: uma âncora na idade calma, possuindo um currículo existencial envernizado pelas negociações de um divórcio com filhos. Ceder lhe um lugar na sua vida quase com cortesia, aceitando a vagamente divertido e sem a questionar, porque suspeitava que, mais cedo ou mais tarde, ela se metamorfosearia numa mistura confortável dos dois. Ela decidira que estava farta de rapazes em rodagem e do fogo de artifício da paixão, e que já era o suficientemente adulto para poder amar quem quisesse, como se resolvesse uma equação de segundo grau.

05
Nov07

Parte IX do grande e do pequeno amor ines pedrosa e jorge colombo lido marc2007

AnnaTree

Coisas lidas e vividas
(…)
Tinham entrado na fase ascendente em que os meses deslizam como dias, quando tropeçaram um no outro, cada um com uma nova pessoa a seu lado.
Ele trazia um sorriso de garota a tiracolo. Tinha achado na estagiária do estúdio o ritmo tranquilo que nunca experimentara na vida de guerras e rupturas em que tinham antes vivido. Ela olhava para essa outra ela e desconsolava se pensando que também já fora assim, a melhor amiga e a mais ligeira amante, a companheira ideal para rapazes neuróticos e ambiciosos. Na verdade sabia que nunca fora assim: sempre se conhecera tensa e neurótica e ambiciosa, precisamente como os rapazes que a encantavam. Mas adivinhava que a estagiaria o escutaria com reverência e carinho, sem esquadrinhar segundas intenções nas suas palavras.

02
Nov07

Parte VIII do grande e do pequeno amor ines pedrosa e jorge colombo lido marc2007

AnnaTree
Coisas lidas e vividas
(…)
Uma das coisas que os habitantes de um pais em guerra aprendem é a chorar em silêncio. E a fingir que dormem, aravessando, imóveis, cada segundo de cada noite de pavor, escutando o vagaroso rasgar do sangue. Adeus. Um mundo acabou de ruir, um outro começara, feito dos destroços deste: ossos de lágrimas, cartilagens de sentimentos roídos, rodas soltas de corações sem motor.
(…)
Amantes novos canibalizariam os rostos dos amantes perdidos; de outra forma o peso da memória impedir-nos-ia de avançar. Mas ela estava convencida de que havia uma fórmula de equilíbrio entre passado e futuro, um fio de articulação ainda por descobrir. Esta busca magoava a porque implicava remomerar a felicidade que vivera ao lado dele. A infelicidade esquece se depressa parecia lhe que o esquecimento da infelicidade era a causa dos sucessivos erros da historia humana. Todavia, o mesmo esquecimento era a morada incauta dos sonhos sem os quais a história teria já terminado.

Pág. 2/2

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