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Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

30
Mar08

FEELINGS A VIDA ESTÁ TE OBSERVANDO!DÁ-LHE UM BOM ESPECTÁCULO!!!!

AnnaTree

coisas que me mailaram:

SAUDADE é quando o momento tenta fugir da recordação para aparecer de novo e não consegue.
RECORDAÇÃO é quando, sem autorização, o teu pensamento torna a mostrar um episódio.

ANGÚSTIA é um nó muito bem apertado no meio da tranquilidade.
PREOCUPAÇÃO é como uma cola que não deixa sair do teu pensamento aquilo que nem sequer aconteceu.
INDECISÃO é quando tu sabes muito bem o que queres, mas te parece que deverias optar por outra coisa.

SEGURANÇA é quando a ideia se cansa de procurar e pára.

INTUIÇÃO é quando o teu coração dá um salto no futuro e regressa imediatamente.
PRESSENTIMENTO é quando passa pela tua mente o “trailer” de um filme que pode muito bem nem acontecer.
VERGONHA é um pano preto que tu queres que te cubra naquela hora.
ANSIEDADE é quando os minutos parecem intermináveis para conseguires o que queres.
INTERESSE é um sinal de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
SENTIMENTO é a língua que o coração usa quando necessita de mandar alguma mensagem.
RAIVA é quando o leão que vive em ti, mostra os seus dentes
TRISTEZA é uma mão gigante que aperta o coração.

FELICIDADE é um momento que não tem pressa nenhuma.
AMIZADE é compartilhar a vida com aqueles que amas, por mais diferentes que eles sejam.

CULPA é quando tu estás convencido que podias ter feito algo diferente, mas que nem sequer o tentaste. 
LUCIDEZ é um acesso de loucura ao contrário. 
RAZÃO é quando o cuidado aproveita que a emoção esteja a dormir e toma o comando. 
VONTADE é um desejo que nos incentiva a fazer novas descobertas. 
AMOR é quando o resto da tua vida não te é suficiente para a compartilhar com essa pessoa especial. 

 

 

26
Mar08

DESPEDIDA

AnnaTree
Coisas declamadas


Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
(...)
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o remate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.
Martha Medeiros
24
Mar08

Postado a pedido do JC

AnnaTree
Coisas cantadas
ILUMINA-ME

(Pedro Abrunhosa/ Pedro Abrunhosa)

Gosto de ti como quem gosta do sábado,
Gosto de ti como quem abraça o fogo,
Gosto de ti como quem vence o espaço,
Como quem abre o regaço,
Como quem salta o vazio,
Um barco aporta no rio,
Um homem morre no esforço,
Sete colinas no dorso
E uma cidade p’ra mim.

Gosto de ti como quem mata o degredo,
Gosto de ti como quem finta o futuro,
Gosto de ti como quem diz não ter medo,
Como quem mente em segredo,
Como quem baila na estrada,
Vestido feito de nada,
As mãos fartas do corpo,
Um beijo louco no porto
E uma cidade p’ra ti.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.

Gosto de ti como uma estrela no dia,
Gosto de ti quando uma nuvem começa,
Gosto de ti quando o teu corpo pedia,
Quando nas mãos me ardia,
Como silêncio na guerra,
Beijos de luz e de terra,
E num passado imperfeito,
Um fogo farto no peito
E um mundo longe de nós.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.

http://pedro_abrunhosa.blogs.sapo.pt/2249.html
20
Mar08

seguravas-me querendo-me terra, querendo-me sólida

AnnaTree

Coisas declamadas

Quando estendias a mão começava a viajem, e eu, perdida a razão, esquecia pensamentos.
Tão intenso o sentir, tão violento o desejo, tão nítida a consciência do corpo.
Tu puxavas-me para seres centro do meu centro
Eu ancorava-me em ti algemada às tuas pernas.
E tu crescias e tu erguias-me,
E eu ganhava asas e subia e voava
E tocava estrelas e via o paraíso.
E era do paraíso que te diziam os meus olhos,
E era no paraíso que o meu corpo queria entrar…
Mas tu seguravas-me querendo-me terra, querendo-me sólida,
E prendias as minhas asas, e refreavas o meu ímpeto, e adiavas-me no teu centro…
Parando…
Prendendo-me…
Subjugando a minha vontade,
Retendo-me.
E eu sem ar procurando a tua boca,
Respirando-te.
O corpo tremendo, o peito batendo, não querendo pausas,
Não querendo parado
O teu centro no meu centro.
E tu oscilavas embalando-me nos braços
Tentando marcar o compasso e recomeçar devagar.
Mas já o meu corpo bramia
A razão perdida,
A cadência lenta que eu não queria,
A partida veloz que eu te exigia e tu me davas…
E o mundo invertia-se e a terra era céu e o céu era terra,
E eu rodava porque tu rodavas,
E o paraíso estava na cama
E as estrelas estavam no corpo feitas gotas de suor,
E o tempo nos meus braços,
E o teu centro no meu centro...
E era eu que te puxava, e era eu que te exortava, e era eu que te exigia.
E tu subindo, e tu seguindo-me e eu erguendo-te.
Eu as tuas asas,
Para ser uma a jornada
Para ser um o caminho
Para chegarmos juntos ao destino
E ser corpo e paraíso
E ser centro do teu centro.

Lido em
http://eroticidades.blogspot.com/

17
Mar08

A TONINO GUERRA

AnnaTree
Coisas lidas

No centro da Praça de São Marcos, um velho, com sobretudo rasgado e uns sapatos sem atacadores, espalha milho no chão. Os donos dos cafés e os polícias conhecem-no, sabem que é inofensivo e deixam-no repetir, todas as manhãs, aquele ritual. Ele chega, olha para as nuvens que pairam sobre a laguna, observa o voo dos pombos sobre o Gran Canale e lança para o chão, em círculo, o milho que traz em dois cartuchos de papel pardo. Há cinquenta anos, numa manhã de Novembro, ele soltou, naquele preciso lugar, um pombo que levava, presa a uma das patas, uma minúscula bolsa de couro. Lá dentro, num papel dobrado, uma historia de um só paragrafo, sem fim. É a resposta a essa história que ele aguarda, todos os dias, em todos os pombos que debicam o seu milho. Mas hoje, do céu negro, ele só pode esperar chuva gélida. E relâmpagos.
José Mário Silva no DNA (suplemento de sábado do «Diário de Notícias» obrigada zé!*

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