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Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

29.08.08

Canção Quase Sábia


AnnaTree

coisas declamadas

 

Para a Ruth Maria

Entre amiga e amada
Esta parede aérea, vidro
De circunstâncias que a gente inventa
E desfaz.
Entre duas praias quase iguais
O coração viaja:
Eu – farol aceso em cada lado
Sou as duas sendo uma
E assim existo mais.
Descobrimos talvez que o mar
– sendo maior que nós
não faz tanta diferença

 

27.08.08

time


AnnaTree

Lyrics:

Ticking away the moments that make up a dull day
You fritter and waste the hours in an offhand way
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way

Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain
You are young and life is long and there is time to kill today
And then one day you find ten years have got behind you
No one told you when to run, you missed the starting gun

And you run and you run to catch up with the sun,
but it's sinking
And racing around to come up behind you again
The sun is the same in a relative way, but you're older
Shorter of breath and one day closer to death

Every year is getting shorter, never seem to find the time
Plans that either come to naught or half a page of scribbled lines
Hanging on in quiet desperation is the English way
The time has gone, the song is over,
thought I'd something more to say

Home, home again
I like to be here when I can
When I come home cold and tired
It's good to warm my bones beside the fire
Far away across the field
The tolling of the iron bell
Calls the faithful to their knees
To hear the softly spoken magic spells

 

27.08.08

Canção da Plenitude


AnnaTree

Coisas declamadas

 

Não tenho mais os olhos de menina
Nem corpo adolescente, e a pele
translúcida há muito se manchou
Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura
Agrandada pelos anos e o peso dos fardos
Bons ou ruins.
(carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia)

O que te posso dar é mais que tudo
O que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir
Quando em outros tempos choraria,
Busca te agradar
Quando antigamente quereria
Apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que a beleza
E juventude agora: esses dourados anos
Me ensinaram a amar melhor, com mais paciência
E não menos ardor, a entender-te
Se precisas, a aguardar-te quando vais
A dar-te regaço de amante e colo de amiga,
E sobretudo a força- que vem do aprendizado.
Isso te posso dar: um mar antigo e confiável
Cujas marés- mesmo se fogem- retornam,
Cujas correntes ocultas não levam destroços
Mas o sonho interminável das sereias.


LYA LUFT ;

25.08.08

«quero estar com aqueles que sabem coisas secretas ou então sózinho»Rilke


AnnaTree

coisas mailadas

 

Sobre estar sozinho

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher; ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.

A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria.

Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.

Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras.
O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.

O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.

O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro.

Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.

 

 

Enviado por ernesto

21.08.08

querida menopausa por rita ferro e helena sacadura cabral oferecido pela mommy


AnnaTree

RITA FERRO
(...)
é assim com os amigos: se não descansarmos neles, em quem descansamos?
(...)
sobre a aparente devassa da minha vida privada, Para que alguns me alertaram preocupo-me menos. só nos temos a chave da nossa interioridade mais secreta e, frequentemente, nem nós.
(...)
como reagirias agora, se te aparecesse alguém que ,realmente, te surpreendesse e seduzisse? alguem em quem valesse a pena apostar? partilhar os dias? dividir a velhice­­­­­­­­? discutir um livro ou degustar um cha? tens coragem de me dizer ue preferias negar a possibilidade de exito de uma vida a dois a correr o risco de assistir a falencia de mais uma esperança? alegra;te!
se assim for, acaba de se desenhar a nossa primeira divergencia! e ainda bem. por um lado, os interlocutores cordatos maçam me quase tanto como os chas tupperware,por outro , sempre procurei mais a discussao do que a identificacao
...
pergunto me , muitas vezes, a que ficaria reduzida sem as minhas referencias, os meus portos de abrigo, os ombros dos meus amigos, o apreço dos meus pares, o apoio critico dos meus filhos, a ilusao de colo que me dao os rostos e lugares que fazem parte do meu album afectivo?

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