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Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

29.05.09

a coragem de mudar de willy pasini e donata francescato X


AnnaTree

Coisas lidas
(...)
As pessoas tendem, em geral, a esperar que as viragens provenham de acontecimentos exteriores, ou, pior ainda, a exigir dos outros, e portanto do companheiro, as mudanças consideradas necessárias á conquista de uma possível felicidade. Por outras palavras, e numa perspectiva, psicológica, o que alimenta a esperança diária de melhoria é quase sempre a projecção, ou seja, a espera continua de que aconteça alguma coisa fora de nós. É esta a razão. Por que se somos infelizes, mas também se estamos tocados pela alegria, tendemos a atribuir a causa disso a algo de exterior, ou dependente do companheiro.

OITO PASSOS EM DIREÇÃO Á MUDANÇA

 

 

RISCO OU RECURSO?


(...)
Uma atitude positiva para com a mudança conta com duas características fundamentais. Em primeiro lugar, a disponibilidade para o risco. Em segundo lugar, a capacidade para ultrapassar as emoções negativas: o medo, o sentimento de culpa e a vergonha (...)
Em geral, as mulheres encaram a mudança como um risco e não como um recurso e retraem – se perante a possibilidade de reescrever a sua vida, incapazes de ultrapassar o medo, o sentimento de culpa, a vergonha. Talvez porque (...) tenham sofrido durante séculos um condicionamento muito forte: o imperativo de serem delicadas e submissas, precisamente por não terem de enfrentar o nó principal, a relação de poder com o homem.

 

26.05.09

a coragem de mudar de willy pasini e donata francescato IX


AnnaTree

Coisas lidas
(...)
Letizia tem trinta e sete anos e é promotora de uma financeira. Divorciada, voltou a casar-se há sete anos e tem duas lindas meninas. Vem pedir ajuda, queixando – se de uma limitação da libido que dura já há mais de um ano, fenómeno que a deixa desconcertada, porque a sua vida sexual e o seu desejo sempre foram absolutamente normais, quer com Adriano, o companheiro actual, quer com o ex. Marido. Por detrás da aparência de mulher eficiente dinâmica e segura de si, Letizia disfarça, na realidade, a depressão, causada por uma insatisfação conjugal que não quer admitir: idealizou o marido e ama-o perdidamente.
(...)
Uma segunda conversa com Letizia permite descobrir que, apesar de ela continuara negar, a verdade é que se sente só: este casamento causa-lhe um vazio afectivo (...) ela deu-se conta de que não recebe alimento sentimental suficiente em troca da sua dedicação, de modo que o «reservatório» começa a ficar vazio
(...)
Podem imaginar-se varias estratégias

MUDAR FORA (OU AS REGRAS DO CASAL)
Letizia deve fazer finca-pé na sua força contratual, porque o marido tende a tratar dos assuntos familiares como se fossem profissionais e não mudará de atitude se a isso não for obrigado. A certeza de que a mulher, mesmo lamentando-se, não o deixará, impede-o de concretizar uma real mudança de atitude. Este comportamento é típico de muitos empresários hiperactivos, que só perante o risco de um enfarte aceitam finalmente pensar na qualidade da sua vida.

MUDAR DENTRO
Provavelmente Letizia, como tantas mulheres de homens brilhantes mas egocêntricos, deverá dimensionar de novo as suas expectativas, visto que é impossível pedir a um narcisista reciprocidade ou compreensão, do nosso ponto de vista. Depois da idealização inicial, a segunda fase deste casamento consistirá, pois, em criar um «ideal adaptado», segundo o qual Letizia procurará tomar o que o seu marido tem de melhor, desenvolvendo ao mesmo tempo uma autónoma alegria de viver, criando espaços só para si. A escolha de uma relativa independência pode provocar o desmoronar do mito romântico, e foi, de facto, essa a primeira reacção de Letizia: «mas então para quê casar-se se se fazem as coisas bonitas separadamente?». No entanto, na avaliação da sua felicidade conjugal, deverá procurar o justo equilíbrio entre autonomia e partilha, e rever periodicamente tal balanço; só desse modo conseguirá evitar que a insatisfação se exprima silenciosamente através do corpo e da sexualidade.

 

21.05.09

a coragem de mudar de willy pasini e donata francescato VIII


AnnaTree

Coisas lidas

 

A VONTADE DE MUDAR


Matias Pascal é um preguiçoso bibliotecário enjaulado num casamento infeliz e num trabalho insatisfatório. No comboio em que regressa a casa, lê no jornal uma notícia que, erradamente, o dá como morto e decide aproveitar esta inesperada liberdade. Manda cortar a barba e o cabelo, adquire outras roupas, inventa para si um novo passado e decide ir viver para Roma sob o nome de Adriano Reis
(...)
Matias, ou melhor Adriano, vive de facto, um novo presente mas, mal se apaixona pela dona da casa onde está hospedado, descobre que não pode viver sem o passado que teve de renegar para mudar de identidade. Não pode ter amigos, receber cartas, abrir uma conta no banco, denunciar um roubo e muito menos casar-se. É livre, mas não pode fazer nada, a não ser voltar a morrer.
Adriano acaba, portanto por «suicidar-se» e volta a ser Matias Pascal. Mas, entretanto, passaram-se dois anos. A mulher voltou a casar-se com o seu melhor amigo, e ele acha-a de novo bela e cintilante
, Como o era no início do seu casamento.... Mais uma prova de que as mudanças não são apenas interiores, mas também interactivas, ou seja, devidas ás relações com as pessoas que nos são próximas. Tal como também nós podemos influenciar sobre o ambiente que nos rodeia e em muito maior medida do que supomos.

19.05.09

a coragem de mudar de willy pasini e donata francescato VII


AnnaTree

Coisas lidas


OS EXPLORADORES: SEM LIMITES


Gostam dos espaços virgens e andam sempre á procura de territórios inexplorados; querem ser os primeiros a chegar a matagais desconhecidos, experimentar uma nova tecnologia, desafiar o risco a aventura do desconhecido. O que os atrai é fugir á rotina diária para viver emoções fortes.
(...)
Para mudar de modo duradoiro e satisfatório é preciso, portanto, saber faze-lo dentro e fora
(...)
Na primeira parte do livro ocupar-nos-emos da mudança interna: veremos como a disponibilidade para a mudança depende da personalidade, da história familiar, da maior tendência para o optimismo ou para o pessimismo de cada indivíduo. Mas analisaremos também em que medida o medo de mudar depende das «prisões interiores» e do peso do passado. Veremos quanto os hábitos exercem influencia sobre nos, e como podemos adequar-nos melhor ás mudanças sofridas; como algumas pessoas tem uma necessidade impulsiva e compulsiva de mudar, provavelmente para, no fundo, não mudar nada.

 

15.05.09

a coragem de mudar de willy pasini e donata francescato VI


AnnaTree

Coisas lidas


OS PROVADORES: EM PEQUENAS DOSES EM DIRECCAO Á MUDANÇA


São os verdadeiros mediadores entre tradição e inovação (...) procuram (...) encontrar critérios flexíveis para compreende-las, interpreta-las, descobrir os seus aspectos positivos e negativos, criar pontos de encontro entre o passado e a vontade de futuro. São pessoas impulsionadas por uma forte curiosidade que as torna disponíveis para enfrentar o que é novo. Mas movem se com cautela, provam o futuro em pequenas doses

 

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