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Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

20
Jul09

a coragem de mudar de willy pasini e donata francescatoXXII

AnnaTree

Coisas lidas
QUANDO E PARA QUE SERVE A PSICOTERAPIA(...)
Uma boa terapia deveria ajudar-nos, além do mais, a compreendermos melhor a nós próprios e aos outros, a compreender quem somos, quais são os nossos valores, porque é que fazemos aquilo que fazemos, de que maneira estabelecemos relações. Com quem nos rodeia o que é que aprendemos e o que damos aos outros, a decidir aquilo que não queremos manter e quais as que queremos modificar, e a aprender como faze-lo....
(...)
Encontrar um ideal adaptado. Ou seja, é preciso apoiar a sua vontade de mudança, ajudando-as ao mesmo tempo a redimensionar os seus objectivos. Ficamos frequentemente preocupados porque vemos jovens sem ambições, mas estamos menos atentos para compreender os seus sofrimentos escondidos, quando, por exemplo, a ausência de projectos disfarça, na realidade um desejo omnipotente de metas excessivas. A construção de um ideal adaptado e de estratégias adequadas para alcança-lo parece construir um objectivo educativo em condições de conduzi-los para um melhor sucesso na vida.

 

17
Jul09

AS FINANÇAS MUNDIAIS EXPLICADAS DE CALÇÕES

AnnaTree

Coisas lidas
A distracção com que passei, moço, pelo instituto superior de ciências económicas e financeiras não me permite perceber a maioria das medidas dos patrões das finanças mundiais para nos salvar da crise. Mas uma medida entendi. Barack Obama, que é um tradutor para o povo, enunciou-a logo depois de tomar posse:» comprem! Comprem! Comprem!»
Não, ele não se dirigia só aqueles esganiçados da Bolsa de Wall Street que passam a vida a gritar que compram e, agora, calaram-se. Obama falava para o produtor da batata do Idhalo, par o agente de seguros de Miami e, já agora, para mim (se nem todos elegemos, dele todos dependemos). Nós, a gente comum, é que temos de comprar, comprar, comprar. Não sei se é uma medida eficaz, mas percebe-se bem. Se o inimigo é a grande depressão, esta deve ser tratada como todas as depressões
(...)
Obama falou bem e claro, mas ninguém o seguiu. Os indicadores económicos continuam polegares apontando para baixo. Ninguém o seguiu, não é bem assim porque houve uma excepção. Um pato bravo espanhol seguiu-o á letra. Melhor, ás letras que foi passando ao Santander e á Caja Madrid, que lhe permitiram comprar, comprar, comprar. Falo de Florentino Pérez, patrão do real Madrid.
E foi assim que entre a indústria automóvel que desligou o motor, o imobiliário que fechou as portas, e a aeronáutica que veio por ai abaixo, o futebol chutou para a frente. O único sector da actividade humana (tirando as farmacêuticas que produzem Tamiflu) em franca expansão. Noventa e seis milhões por Ronaldo, 65 milhões por Kaká, uns trocos por Benzema e Albiol – um total de 214 milhões de euros que ameaça insuflar-se muito mais.
(...)
E tendo ido buscar os certos, propagandeia-os, porque qualquer indústria do espectáculo vive do anúncio, vive de nos entrar pelos olhos dentro. Recorde mundial de pessoas a assistir a uma apresentação de um jogador poderia só indicar que o jogador é famosíssimo. Ficando só por aí, podia ser um flash tão efémero como a Paris Hilton é de plástico. (...) não me admirava nada se Florentino Pérez não acabar o mandato, para que foi recentemente aleito no Real Madrid, por ser requisitado em comissão de serviço para o banco mundial.
Aparições por ferreira Fernandes (ferreira.fernandesn.pt)
Diário noticias 11 julho2009

15
Jul09

Michael Jackson um caso de estudo de exploração familiar

AnnaTree

Coisas lidas 

A morte do Michael Jackson esta a ser uma das mais mediáticas dos últimos anos. Teve direito a especulações policiais, histeria dos fãs e até um espectáculo funeral
(...) a família agora empenhada, sobretudo em limpar a imagem do seu membro mais lucrativo, porque dessa memoria depende o futuro económico do clã. Nos últimos anos, a s polémicas e problemas judiciais de Michael Jackson, com a acusação de abuso de crianças, os problemas de pele e financeiros quase tinham levado Michael JACKSON á bancarrota. Os Jackson acreditam que precisam de dar a volta a tudo isto para que o legado do filho mais valioso da família continue a dar frutos.
Para isso contribuiu o enorme concerto funeral, com presença do próprio corpo. Ali esteve o amigo das crianças, a estrela maior da Pop, o filantropo. Arredado ficou o freak esbranquiçado de infância infeliz e hábitos estranhos e questionáveis. Mas esta escolha serviu mais a família que o próprio. M j teve um funeral muito injusto. O homem que cresceu com a pressão e o barulho dos palcos merecia melhor descanso do que passar as duas ultimas horas ao cimo da terra a ver artistas, muitos de segunda categoria, a estragaram lhe as suas canções. A sua grande amiga Liz Taylor resolveu não ir. Ela lá sabia porque.
O espectáculo provou também que os Jackson não aprenderam nada no que toca á exploração infantil. Nem mesmo o resultado da infância infeliz espelhado na deformação da cara do filho agora morto lhes ensinou a lição. Sem pejo, empurraram os três filhos do Michael para os palcos. E enquanto as irmãs se protegiam em capelines e óculos gigantes, os filhos apareceram pela primeira vez de cara descoberta, ao contrario do que o histérico pai sempre fizera, cobrindo-os com mascaras. A imagem das três crianças louras “filhas” de um clã todo negro já era suficientemente perturbadora. Mas, não contentes, os Jackson puseram Paris Michael Katherine, a fazer com a sua vozinha nervosa de 11 anos uma declaração de amor ao pai que foi a caução suprema de boa imagem para o morto
a semana por...Catarina Carvalho
diário noticias sábado 11 julho2009-07-13

 

13
Jul09

Queixa das almas jovens censuradas

AnnaTree

Coisas declamadas

 

Dão-nos um lírio e um canivete
E uma alma para ir à escola
E um letreiro que promete
Raízes, hastes e corola.

Dão-nos um mapa imaginário
Que tem a forma duma cidade
Mais um relógio e um calendário
Onde não vem a nossa idade.

Dão-nos a honra de manequim
Para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos o prémio de ser assim
Sem pecado e sem inocência.

Dão-nos um barco e um chapéu
Para tirarmos o retrato.
Dão-nos bilhetes para o céu
Levado à cena num teatro.

Penteiam-nos os crânios ermos
Com as cabeleiras dos avós
Para jamais nos parecermos
Connosco quando estamos sós.

Dão-nos um bolo que é a história
Da nossa história sem enredo
E não nos soa na memória
Outra palavra para o medo.

Temos fantasmas tão educados
Que adormecemos no seu ombro
Sonos vazios, despovoados
De personagens do assombro.

Dão-nos a capa do evangelho
E um pacote de tabaco.
Dão-nos um pente e um espelho
Para pentearmos um macaco.

Dão-nos um cravo preso à cabeça
E uma cabeça presa à cintura
Para que o corpo não pareça
A forma da alma que o procura.

Dão-nos um esquife feito de ferro
Com embutidos de diamante
Para organizar já o enterro
Do nosso corpo mais adiante.

Dão-nos um nome e um jornal,
Um avião e um violino.
Mas não nos dão o animal
Que espeta os cornos no destino.

Dão-nos marujos de papelão
Com carimbo no passaporte.
Por isso a nossa dimensão
Não é a vida. Nem é a morte.

 

 

 

Natália Correia
Poesia Completa
Publicações Dom Quixote
1999

(ouvido no programa alma nostra)

 

10
Jul09

a coragem de mudar de willy pasini e donata francescatoXXII

AnnaTree

Coisas lidas 

 

SE O CASAL ESTÁ DOENTE
(...)
Os dois jovens juntaram-se para escapar a estas famílias problemáticas e puseram logo no mundo dois filhos, como se quisessem criar uma atmosfera de relações «normais». No entanto, o facto de se terem escolhido um ao outro, não por razoes positivas mas principalmente para se protegerem, torna difícil a sua vida de casal.