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Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

08
Jul09

a coragem de mudar de willy pasini e donata francescatoXXI

AnnaTree

Coisas lidas

 

SE O DOENTE É ELE
Alma e Leo têm cinquenta e cinco anos, estão casados há trinta anos e não conseguem divorciar-se, embora já tenham dado inicio ás formalidades para a separação, pelo menos, duas vezes. Em ambas as ocasiões acabaram por desistir, porque nenhum dos dois estava em condições de enfrentar e gerir a solidão. Continuam portanto juntos, não por escolha, mas por uma espécie de necessidade. Neste momento empenham-se numa dura luta de poder, no qual Leo se «treina» para levar Alma ao tapete com criticas contínuas.
(...)
Alma, pelo contrário, tem um grande desejo de ternura. É esta uma das razoes por que já nem sequer se encontram na cama, e não fazem amor há meses.
(...)
Leo lamentava se desde há anos de que a mulher era demasiado «cinzenta», quando o que ele queria era ter uma cortesã em casa. Alma, por seu turno, talvez por uma reacção á traição, mudou entretanto: veste-se de um modo diferente, emagreceu e cortou o cabelo mais airosamente. Tem um estilo mais dinâmico e diz sentir-se melhor. E o marido, em vez de apreciar esta mudança, fica dominado por incontroláveis ataques de ciúmes, convencido de que ela anda á procura de um amante.
(...)
Mas dado que os filhos já são crescidos, e que o seu modo de convivência é, sem duvida, prejudicial a Alma, não se pode excluir que ela se decida por uma separação -libertação. Quebrar um casamento pode ser arrasador, ou simplesmente triste, mas, por vezes, como na política; subtrair-se ao jugo do tirano permite recomeçar a viver.

 

06
Jul09

a coragem de mudar de willy pasini e donata francescatoXX

AnnaTree

Coisas lidas
AS MUDANCAS EM TERAPIA
QUEM DEVE MUDAR (E SE RECUSA A ISSO)
Fedor Dostoievski dizia que se pode levar o cavalo ao bebedouro, o que não se pode é obriga-lo a beber.
(...)
Mas donde nasce a resistência a enfrentar uma psicoterapia?
(...)
A recusa de empreender um trabalho sobre si próprio deriva, sobretudo, do facto de se querer que fossem os outros a mudar. Nesta óptica, se, por exemplo, há um problema no casal, pensa-se que é o companheiro que deve modificar determinadas atitudes. Ora, determinar onde esta o problema e decidir quem deve mudar é importante para escolher a terapia correcta: individual, de casal ou familiar.

03
Jul09

a coragem de mudar de willy pasini e donata francescatoIXX

AnnaTree

Coisas lidas
A ACEITACAO DO IMPREVISTO
(...)
Lembremo-nos de que quem sabe observar as paisagens conhecidas com um olhar sempre novo e curioso, está mais receptivo e pronto para a mudança do que quem insiste em andar sempre á procura de horizontes exóticos com um olhar antiquado e ofuscado por velhos preconceitos. Só os primeiros são capazes de descobrir o desconhecido naquilo que é familiar, de surpreender-se e de abrir-se a pequenas e grandes revoluções. É isto a que chamamos a coragem de mudar.

01
Jul09

a coragem de mudar de willy pasini e donata francescatoXVIII

AnnaTree

Coisas lidas
O CONFORMISMO
(...)
Outras pessoas são atingidas por um conformismo que tem origem predominantemente no seu interior. Têm medo da mudança, e tendem portanto a permanecer ligados ás mesmas ideias e a repetir os mesmos comportamentos. Vivem as novidades, não só as que os envolvem directamente, mas também as que se produzem na sociedade, como um risco mortal.
Mas donde nasce o conformismo? Sabemos que tem uma origem externa e que serve de fundamento á identidade social, ainda que depois se transforme numa mascara de autenticidade. Em alguns casos, torna se mesmo uma bóia de salvação: algumas pessoas construíram para si um falso Eu, uma identidade espúria e artificial, que, no entanto, lhes permite viverem ou, pelo menos, sobreviverem.
O conformismo tem também uma origem interna, e forma se em todas as etapas da nossa vida: na infância, na adolescência e no mundo adulto.
Com efeito, nos primeiros anos de vida, saber que as coisas se repetem, que há uma toca, um refúgio no qual se podem encontrar pontos estáveis de referência, permite adquirir quer a segurança, quer o controlo necessários para alcançar uma identidade estável.
Alem disso, o sermos conformistas evita a rejeição das pessoas que amamos: o bom filho obterá aprovação da família, e o bom aluno será aceite na turma.
(...)
Por fim, o adulto conformista (...) seta sempre á procura de reconhecimento dos outros. porém, atenção, porque o conformismo é um inimigo perigoso: leva-nos, de facto, a viver segundo regras estandardizadas, apaga a criatividade e torna cinzento o imaginário.

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