Sexta-feira, 16 de Julho de 2010

The Piano - Amazing Short


publicado por AnnaTree às 15:49
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Quinta-feira, 15 de Julho de 2010

O SURDO DE ANTÓNIO LOBO ANTUNES

 

 

 

Coisas  Lidas 

[...]

Resisto ao feijão: desde que sou surdo sorrio que me farto e concordo a torto e a direito, com uma benevolência inalterável e tocante. Julgam-me feliz: sou mouco. Cuidam-me franciscano: sou apenas surdo. E só desejo que não me aconteça, como ao pai da minha mãe que um amigo me puxe pelo braço numa confidência comprida para perguntar no fim

- O que achas tu António ao que ele, que nada ouvira, respondeu para ser agradável ao outro

- Isso é de uma estupidez e nunca se recompôs do facto de o amigo sem que o meu avô jamais descobrisse o motivo, ter cortado relações com ele.


publicado por AnnaTree às 15:01
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Quarta-feira, 14 de Julho de 2010

Coward of the County


publicado por AnnaTree às 12:34
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Terça-feira, 13 de Julho de 2010

Poemas De Rosa Lobato Faria

Coisas  Declamadas

 

E desato as amarras dos navios

E das palavras que me fazem tua

Chegar é confessar que me desejas

Calar é confirmar que não despenso

O gesto em que, gaivota, me insinuo…

Se de leve no ombro tu me beijas

Pela seda da roupa te pertenço

Pela sede da boca te possuo

 

 


publicado por AnnaTree às 12:06
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Segunda-feira, 12 de Julho de 2010

Paciencia - Lenine


publicado por AnnaTree às 18:24
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Domingo, 11 de Julho de 2010

(Matilde Rosa Araújo, 20 de Junho de 1921 - 6 de Julho de 2010)

História do Sr. Mar

Deixa contar...
Era uma vez
O senhor Mar
Com uma onda...
Com muita onda...

E depois?
E depois...
Ondinha vai...
Ondinha vem...
Ondinha vai...
Ondinha vem...
E depois...

A menina adormeceu
Nos braços da sua Mãe...

De, Matilde Rosa Araújo in "O Livro da Tila"

 

Obrigada Mena

 

 


publicado por AnnaTree às 15:36
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Sexta-feira, 9 de Julho de 2010

Envelhecer.PPs recebido 2005

Coisas  mailadas

 

A vida vai levando a gente mais do que a gente vai levando a vida.

 

Somos inquilinos do tempo, cujo preço do aluguer é o envelhecimento e cujo contrato se extingue com a morte física.

 

"La vie d'un Vuillard est comme la flamme d'une bougie exposée au vent". (“A vida de um velho é como uma vela acesa exposta ao vento. Ao menor sopro, pode apagar-se. “)

 

A paixão sedimenta-se é, no amor, a doçura se segue ao fogo da paixão, o espírito sobreleva-se aos prazeres da carne. E, à medida que envelhece, a pessoa perde forças, sobretudo físicas, mas resta-lhe o bom e seguro uso da razão, pelo menos enquanto perdura a lucidez necessária.

 

Bobbio, ao chegar ao fim da vida: «descobre-se, no que se refere ao conhecimento do bem e do mal, que se continua no ponto de partida. "Todas as interrogações ficaram sem resposta."

 

Depois de buscar um sentido para a vida, o que se descobre é que não faz sentido levantar a questão do sentido.

 

Nem sempre intelectuais, filósofos, psicólogos podem ser considerados sábios quando lhes falta humildade e lhes sobeja arrogância. Nem sempre descortinam o sentido da vida, ou talvez por quererem descortiná-la por completo, correndo totalmente a cortina, experimentem um processo de regressão.
 
Com efeito, o espectáculo da vida apresenta-se absurdamente incógnito e rápido. E, nas nossas pretensões intelectuais, queremos ser como Deus, dando notícia de todos e de tudo e cedendo à tentação do demónio dissimulado em tantas e múltiplas serpentes. Transformamos, assim, o mundo: de paraíso em inferno, numa utopia de transformação à nossa imagem e semelhança. Lições da razão nem sempre são lições de vida.

 

Também em francês, de Edmond d'Haracourt, a "Chanson de l'adieu", que começa assim: "Partir, c'est mourir un peu, / C'est mourir à ce qu'on aime: / On laisse un peu de soi-même / En toute heure e dans tout lieu.
" Partir é morrer um pouco, / É morrer para quem se ama; / Deixa-se de si mesmo um pouco / A cada hora e em todo lugar.
Homero notifica este efémero da existência: "As gerações dos homens são como as folhas das árvores. Lança-as o vento ao chão, mas as árvores robustas produzem outras que, por sua vez, vêm a fenecer. Assim são os homens. Uns se vão, outros os substituem."
 
"Cada um de nós traz no fundo de si um pequeno cemitério daqueles que amou", segundo a comparação do escritor francês Romain Rolland (1866-1944).

 

Provérbio colhido por Publílio Siro: "O homem morre tantas vezes quantas vezes perde os seus".
 
"Los que se van para siempre, poco a poco nos arrastran", é a epígrafe de um soneto de Emílio Moura a João Alphonsus.
 
John Donne, poeta do século XVI: "Nenhum homem é uma ilha; cada homem é parte de um continente..."

 

"A vida é uma sucessão de adeuses", escreveu Alceu Amoroso Lima.

 

Envelhecer não é privativo do velho; é condição do viver humano.

 

Viver cada dia como se fosse o último, porque um dia vai ser mesmo.

 

A velhice também faz parte da semana. É o domingo da vida, dizia Dom Hélder Câmara

 

Nada, ninguém escapa ao dente roedor do tempo. E nunca nos sentimos suficientemente preparados para lidar com perdas, com a corrosão. Afinal, morrem não só pessoas; desaparecem também projectos e possibilidades, sonhos esvaem-se, expectativas não alcançadas são substituídas por frustrações, frustrações que geram carências, carências que geram revolta e mal-estar, mal-estar que contamina em especial o ambiente familiar, ambiente familiar que passa a puxar para baixo, down, down, down...

 

Para Bergson, "a lembrança, ao actualizar-se, torna-se decepção".
 
O tempo cronológico é irreversível, descartável; o tempo psicológico, este é ruminante, recorrente. É o invólucro emocional que carrega o passado que nos leva a revivê-lo, a não extirpá-lo da memória, a senti-lo ainda pelos seus efeitos, pelas suas cicatrizes.

publicado por AnnaTree às 11:46
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Quinta-feira, 8 de Julho de 2010

Delfins - Só Eu Te Posso Ajudar


publicado por AnnaTree às 17:29
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Quarta-feira, 7 de Julho de 2010

Parto

Coisas  declamadas

 

 

Um espasmo

A água

O sangue

E o incêndio de um grito

Devorando os medos

Beber o ar, tossir,

Chorar por um útero morno e distante.

E então

Mansamente

Escavar em nós os umbigos

Fundos do afecto

Ao cair como uma semente

Da placenta da flor

Na terra fértil do primeiro dia.

 

De Rui Borges DN jovem


publicado por AnnaTree às 13:56
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Terça-feira, 6 de Julho de 2010

pedra filosofal antonio gedeao

COM IMAGENS DA MINHA TERRINHA

publicado por AnnaTree às 11:39
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