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Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

18
Jul11

A QUALIDADE DOS SENTIMENTOS DE WILLY PASSINNI parte XI

AnnaTree

Coisas Lidas

Aos quarenta anos, M... É um Don Juan que raramente sai duas vezes com a mesma mulher. Conquista e abandona: especialmente se se trata de mulheres casadas e de bem. Não o faz por imaturidade: na realidade M... Viveu com a mãe o risco oposto, e por nenhuma razão deste mundo gostaria de o correr outra vez M... Dormiu na cama dos pais até aos oito anos, e continuou no quarto deles, embora numa cama separada, até aos doze. Não faltava espaço em casa (...) possessiva e sufocante, a mãe, projectara sobre o filho a necessidade de afecto nunca satisfeito pelo o afastamento do marido, um marinheiro muitas vezes ausente de casa.

A fuga de casa, indo para um país estrangeiro, salvara M... De sérios distúrbios psiquiátricos, mas não o protegera de um pesadelo recorrente: o de um armário que, caindo-lhe em cima enquanto dormia, o matava. Muito grande no quarto dos pais, este armário significa provavelmente o comportamento materno. Professora com mais de 70 anos, a mãe nunca poupou M...Com os seus conselhos (...) com 40 anos feitos M... Continua assim a ver uma bruxa em cada mulher, e uma amarra em cada relação duradoura,

Neste clássico exemplo, M... Não conseguiu nem consegue exprimir livremente os seus desejos porque estes foram sempre esmagados pelas necessidades afectivas da mãe.

14
Jul11

A QUALIDADE DOS SENTIMENTOS DE WILLY PASSINNI parte 10

AnnaTree

Coisas Lidas

 

Maria tem 16 anos. Está grávida e deseja levar a bom termo a sua gravidez. Mas durante as sessões médico-psicológicas que precedem o parto vem ao de cima que a sua situação familiar não é das mais lineares. Sendo a mais nova das três irmãs, Maria mostra querer usar o filho como fuga para evitar os conflitos familiares. A situação em sua casa era difícil (...) o pai alterna fases depressivas com momentos de crítica destrutiva e longos períodos de mutismo. Há seis meses que a mãe de Maria. Começou a falar de separação (...) fica por compreender a escolha da rapariga é um sinal regressivo ou progressivo. No primeiro caso teria claramente a função de impedir a separação dos pais. Se, pelo contrário, se tratasse de uma escolha progressiva, nesse caso representaria apenas um pretexto para sair de casa. Maria. Está ainda em observação. Mas o seu caso mostra a ambiguidade e a multiplicidade das motivações que podem levar a ter um filho.

12
Jul11

A QUALIDADE DOS SENTIMENTOS DE WILLY PASSINNI parte nove

AnnaTree

Coisas Lidas

Tem dezanove anos quando a vejo no terceiro mês de gravidez. Em P..., os comportamentos autodestrutivos substituem os normais sintomas psicológicos e psicossomáticos dos caracteres de risco. Está habituada a aguçar os conflitos especialmente os afectivos. Não é por acaso que a sua vida é um slalom entre fármacos, drogas e álcool. Foi duas vezes hospitalizada de urgência para ser desintoxicada. (...) o seu comportamento instável é confirmado pela atitude que tem em relação à procriação. Não sendo capaz de programar os acontecimentos (1), correu várias vezes o risco de ficar grávida acidentalmente. Embora esteja consciente dos perigos que corre pela sua exuberante e prosmicua sexualidade, a rapariga só é capaz de comportamentos de alto risco. Não usa o preservativo (...) decide ter um filho e cria-lo sozinha. Quem a deixou grávida foi um homem a quem ela voluntariamente (no inicio) decidiu não contar nada.

Pede-me uma consulta porque quer proteger o filho. Primeiro pergunta-me se as drogas que ela tomou podem provocar defeitos congênitos na criança. Depois quer compreender da que forma poderá ela cria-lo. Encaminho-a para uma consulta familiar que, não obstante P... Ir pouco motivada consegue valorizar o desejo da rapariga de proteger a criança.Que leva no colo. É igualmente claro que, protegendo a criança, P... Procura proteger-se a si mesma das suas próprias tendências auto-destructivas a de refrearem o sentimento de morte dos pais.

 

(1)  – Como a morte prematura da mãe

08
Jul11

A QUALIDADE DOS SENTIMENTOS DE WILLY PASSINNI VIII

AnnaTree

Coisas Lidas

Vontade de estar juntos nem sempre significa capacidade de estar juntos.

As férias podem tornar-se uma ocasião de gravíssimos equívocos mesmo até quando são aguardadas como panacéia (...) P... Por exemplo esperava há dois anos a viagem às Baleares que a aproximaria de novo do marido, Nando, homem ocupado e dificilmente disponível, mesmo nos momentos de descanso (...) napolitano e orgulhosa das suas origens, não era capaz de apreciar os valores, as qualidades e especificidade da mulher.

Depois de com muitas dificuldades, ter conseguido entregar os filhos aos avós, o casal tinha finalmente partido para o ansiado cruzeiro (...) as tão suspiradas férias tinham sido um desastre, Nando dois dias depois começara a ouvir os programas de rádio, três dias depois tinha ido á procura de um jornal italiano, cinco dias depois discutiam acaloradamente. Ela procurava partilha, ele privacidade. A necessidade de afecto de P... Respondia a incapacidade de conviver de Nando. Foi precisamente a partir disto que começou a psicoterapia dela, na qual o marido nunca quis participar.

 

Como diria a Lady Di «Eles têm problemas e nós vamos ao Psiquiatra!»

06
Jul11

A QUALIDADE DOS SENTIMENTOS DE WILLY PASSINNI VII

AnnaTree

Coisas Lidas

 

Se o desejo de sentir-se normal é legítimo, o risco que se corre é a confirmação. De facto, muitas vezes implica entregar o juízo sobre si próprio a uma autoridade exterior (...) quando não se quer ter o trabalho de ser responsável acaba-se por aceitar acriticamente uma condição de falta de autonomia.

 

É, portanto, para dentro de nós mesmos que temos de olhar quando estabelecemos uma relação com os outros. È por isso que é fundamental, antes de mais, estar em sintonia sincera com as nossas próprias emoções e os nossos próprios sentimentos, se quiserem estabelecer relações harmoniosas com o mundo exterior. Dado este primeiro passo, a proximidade nas relações com os outros aparecerá simplesmente como um privilégio que concedemos enquanto pessoas maduras e responsáveis e não como uma fraqueza provocada pela necessidade ou pela confusão interior.

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