Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

The Christmas Story

 


publicado por AnnaTree às 08:44
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

OS SONHOS DE AKHILA

Coisas lidas

OS SONHOS DE AKHILA

6f5803b67002d16827c943c0bb92e3e9.jpg

 

 

Akhila, uma indiana que chegada á meia-idade, descobre que se apagou a si mesma em prol de…. Muitas coisas e de coisa nenhuma (….)

Akhila resigna-se e sofre «no gueto brâmane onde até o ar entra com autorização e só passagens estreitas.

(…)

Akhila não é ela própria, é todos os outros, é o reflexo daquilo, que esperam de si, é tudo aquilo que despreza mas de que não se consegue libertar, é um adiar de si mesma. É «mulher, nem ouvida nem vista» a que «esperou e esperou até ter cinzas no cabelo», a que amassou o corpo de mulher até que este adormecesse.

Akhila cumpre o papel. Mas sonha. Sonha com comboios que a levem para fora de si. Sonha com a vida que podia ter tido. Sonha um dia poder guardar outras recordações, porque sabe que as memorias que nos devolvem o sumo da vida.

Então um dia Akhila resolve partir, apanhar o comboio e fugir de tudo o que a rodeia e prende.

(…)

«pode uma mulher independente ser feliz?»

(…)

A autora explica-o: « eu não sou feminista. Quis apenas demonstrar neste romance, a natureza forte que está presente em cada mulher. Não sou feminista mas considero que á força não é normalmente encarada como coisa de mulher. Há muitos aspectos relativos á força numa mulher que não aparecem naturalmente, que têm de ser forçados a sair – quer seja pelas circunstancias, quer por uma mudança de estilo de vida».

Sem qualquer certeza, mas impelida a arriscar, Akhila leva consigo o desconforto daquilo que sempre foi, a vontade de mudar não sabe bem para quê, e a lembrança do sorriso encorajador de uma amiga. No espaço confinado da carruagem para mulheres, conhece as outras personagens femininas que num exercício de exorcismo, lhe vão relatando as suas histórias. A mais velha conta como um casamento combinado entre famílias se pode transformar num entendimento profundo e numa relação de dependência que excluí todas em redor, incluindo o filho. A mais nova fala avó excêntrica que a encorajou a rebelar-se contra a opinião da família. A terceira viu a paixão pelo marido transformar-se em ódio e encontra na vingança uma forma de se respeitar a si mesma novamente. Depois, é a mulher que fecha o corpo e o anula, assustada com o seu poder. E por último, a que é vitima da crueldade dos outros e das vicissitudes da vida. Todas elas tinham, a determinada altura, oferecido a si próprias uma segunda oportunidade. E é ao deparar-se com estas cinco experiencias Akihila é confrontada com os caminhos pelos quais a sua vida poderia ter prosseguido, com as diferentes mulheres que poderia ter sido, com o outro lado do espelho. Surge perante si o jogo das possibilidades, a arbitrariedade das portas que se fecham, e as que fechamos sem sequer dar por isso. E então questiona-se: ficarão elas para sempre fechadas? Ou será ela própria a delinear o seu destino? E assim se deixa levar, de olhos fechados, pelo comboio que a embala com o seu ritmo e que a empurra suavemente para longe de si mesma. O que a espera é a conclusão de que o que ambiciona não é, afinal, aquilo que nunca teve. «não era um marido que queria» nem um casamento espartilhado por regras, mais uma vez, ditadas por outrem. Aquilo com que desperta é o esplendor da liberdade; a vertigem do desconhecimento. «Akhila já não tem medo (…) atira a cabeça para trás e grita o seu triunfo». Aos 45 anos, sabe que não encaixa nem num papel nem no outro; compreende que, tal como Sartre avisara, «estamos condenados a ser livres» e que essa responsabilidade é assustadora, ao mesmo tempo, um desafio embriagante.


publicado por AnnaTree às 14:16
link do post | comentar | favorito
Sábado, 22 de Novembro de 2014

STAMATIS SPANOUDAKIS - A Winter Night's Dream

 


publicado por AnnaTree às 12:03
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

Parábola judaica sobre o tempo citada por Edson Athayde

Parábola judaica sobre o tempo

Há uma parábola judaica sobre o tempo que ilustra bem o que digo. Um jovem rei queria ser o homem mais sábio da terra. Ordenou então aos seus mais ilustrados súbditos que reunissem todos os livros do mundo e os condensassem para que ele os pudesse ler sem perdas de tempo.

85fae94b71df92aafc1bd4ee2ce296c6.jpg

 


Levaram 40 anos para escolher os livros e mais 20 para produzir um resumo em 500 volumes. O rei achou que era muito, que não tinha tempo para aquela maçada e mandou resumir ainda mais. Passaram cinco anos e homens conseguiram encaixar tudo em 10 volumes. Mesmo assim o rei, impaciente, vociferou que não tinha mais tempo para perder com aquilo, que um só livro era a medida ideal.

Sete anos passaram e finalmente o grupo de sábios responsáveis pela empreitada chegou a um volume de 300 páginas com todos os conhecimentos da humanidade. Mas o trabalho foi inútil. O rei então já estava velho e mortalmente enfermo. E, o pior, na espera de todo o saber do mundo, havia esquecido de aprender a ler.

Ou como diria o meu Tio Olavo: "Nós matamos o tempo, mas é ele que nos enterra".

Citado por Edson Athayde


publicado por AnnaTree às 14:17
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 14 de Novembro de 2014

Nina Simone Little girl blue

 


publicado por AnnaTree às 23:14
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 13 de Novembro de 2014

ROGÉRIO SAMORA, AUTO- RETRATO in Revista Única

COISAS LIDAS

Untitled.jpg

 

RS- Venho de uma família muito humilde. Nasci na Amadora, logo depois de os meus pais terem casado. Admito que se tenham zangado por causa do meu nascimento não ter sido na altura certa. O meu pai começou a trabalhar aos treze anos e não sabe de quem é filho. Penso que os meus pais não teriam condições económicas necessárias para me criar o que levou a minha avó, que ainda é viva, a oferecer-se para o fazer. Vivi com ela até aos sete anos, altura em que o meu progenitor entendeu ser tempo de me ir buscar.

Ela foi professora de danças de salão na escola Mendes Pereira e trabalhou no Café dos Pretos, na feira popular. Aliás a sua presença marca todas as memórias que tenho desta feira, do cinema e do teatro de revista, porque tendo amigos nesses meios, gostava de os frequentar. Conheci pela sua mão o Royal, o Ódeon e os Condes, onde me deixava sozinho e depois me ia buscar. Foi assim que, aos quinze anos, vi o Último Tango em Paris. O que não deveria ter acontecido, porque nessa idade nem tinha formação nem estava preparado.

Não acabei o sétimo ano, o que levou o meu pai a pôr-me a trabalhar numa loja de electrodomésticos na Avenida Almirante Reis. Levava-os às costas, e entregava-os na casa das pessoas. Vivi coisas complicadas. Fui um rapaz triste. Andei sempre á procura de afecto, á procura de mim. Se calhar, representar era um desejo de viver bem comigo e de viver bem com os outros, A minha vida de actor, a que me interessa, começou no dia em que fui a uma entrevista com o La Féria. A peça, A Paixão Segundo Pier Paolo Pasolini, era encenada por ele e teve sete meses de lotação esgotada. Fiquei seis anos na Casa da Comédia. Lá fiz de tudo, como era usual na época. Representei, fui assistente de produção, parti paredes. O talento é um ponto minúsculo, um átomo. O resto é técnica, é dedicação, é muito, muito trabalho.

Costumo dizer que o meu labor é roubar almas que depois devolvo. Neste momento ainda não resolvi a última e já tenho outra roubada. A carreira internacional fi-la sem sair daqui. Nunca senti necessidade de me internacionalizar. Prefiro que seja o nosso cinema a fazê-lo! Toda a minha vida é pontuada de castings. Ainda hoje os faço. A minha história enquanto actor e enquanto pessoa foi, sempre, a de ser sombra, de ser secundário. É se hoje preciso de protagonismo é para os trabalhos que estou a fazer. No resto, sempre quis passar despercebido. Nunca procurei a fama.


publicado por AnnaTree às 14:11
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

John Legend - All of Me

 


publicado por AnnaTree às 20:26
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 7 de Novembro de 2014

Para a Augusta que já não me lê

horário do fim

morre-se nada quando chega a vez

é só um solavanco na estrada por onde já não vamos

morre-se tudo quando não é o justo momento

e não é nunca esse momento

Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"


publicado por AnnaTree às 08:53
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 37 seguidores

.pesquisar

 

.Novembro 2018

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30


.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. Estilhaços de Júlio Macha...

. Estilhacos de Júlio Macha...

. Estilhaços de Júlio Macha...

. Estilhaços de Júlio Macha...

. Estilhacos de Júlio Macha...

. Estilhaços de Júlio Macha...

. Estilhaços de Júlio Macha...

. Estilhaços de Júlio Macha...

. Estilhaços de Júlio Macha...

. Estilhaços de Júlio Macha...

.arquivos

. Novembro 2018

. Outubro 2018

. Setembro 2018

. Julho 2018

. Junho 2018

. Maio 2018

. Janeiro 2018

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Agosto 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

SAPO Blogs

.subscrever feeds