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Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

27
Abr16

Este meu neto é um cromo!!! (Dinis)

AnnaTree

Este meu neto é um cromo!!! Quinta-feira como vamos todos jantar ao meu pai e cada um leva o seu carro, o meu filho João diz ao meu neto: «vamos fazer corridas, meninos contra meninas?» e cada um entra no seu carro (aposto que muitas vezes são os meninos a ganhar!). Ontem calhou de irmos meninas e meninos no carro do meu filho e a minha nora ia no carro dela. O Dinis entusiasmado pedia ao pai para ultrapassar o carro da mãe mas o Joao ia sempre atras do carro dela. No final e quase a chegarmos a minha casa digo ao Dinis.: «o carro do teu pai não presta, perdemos a corrida….» E ele lá atrás muda o tom de voz como se fosse o carro a falar e diz me «avó, sou um carro pequeno e já estou muito cansado» e depois com a voz dele acrescenta: «avó ouviste o carro? Diz que está muito cansado e o melhor é tu saíres aqui e ires a pé para casa!» 

06
Abr16

Chaves ocultas

AnnaTree

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Coisas declamadas CHAVES OCULTAS Dei duas voltas na chave; As janelas e cortinas fechei ; Tirei o telefone do gancho; Todas as luzes da casa apaguei. Quis ser cego por um dia, Para tentar melhor enxergar O que trago, de fato, na alma, Que a angústia não deixa aflorar. Tateei pra encontrar o caminho, Por cantos que, há muito, eu não via. Também era escura minha alma, Tão pouco dela eu conhecia. Achei tantas portas fechadas. Por quê? Eu tentei me lembrar. Por entre as sombras do passado As chaves tentei encontrar. Achei-as ocultas num canto; Dezenas, ao todo, eu contei. Lembrei que abriam as portas, Dos sonhos que eu nunca ousei! Colhi cada uma, com pressa, E abri cada porta, em seguida. Senti bater forte o meu peito E a luz invadir minha vida! Voltei dessa busca mais moço e mais forte! Eu, antes perdido, encontrei o meu norte! Os prantos e medos? Lancei-os ao vento! Portas e janelas abri a um só tempo! A luz inundou onde trevas havia! A vida se abriu e me disse: “ — Bom dia! ” Adilson Luiz Gonçalves