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Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

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Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

27
Fev17

Alberto Caeiro

AnnaTree

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Quando Vier a Primavera Quando vier a Primavera, Se eu já estiver morto, As flores florirão da mesma maneira E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada. A realidade não precisa de mim. Sinto uma alegria enorme Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma Se soubesse que amanhã morria E a Primavera era depois de amanhã, Morreria contente, porque ela era depois de amanhã. Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo? Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo; E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse. Por isso, se morrer agora, morro contente, Porque tudo é real e tudo está certo. Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem. Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele. Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências. O que for, quando for, é que será o que é. Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"

15
Fev17

Ver Para Além do Olhar

AnnaTree

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Uma coisa é o amor; outra coisa é a paixão. Embora parecidos, é importante distingui-los. Enquanto a paixão não considera limites, rompe as distâncias e tende à fusão; o amor reconhece a diferença, respeita o limite e sabe que a comunhão só pode acontecer na diferença. Enquanto a paixão, ao ver chegar os problemas, entra em crise; o amor entra em acção. A paixão diz: “o problema é teu”; o amor diz: “o problema é meu, também". A paixão diz: “preciso de ti para viver”; o amor diz: "quero dar-te a minha vida". A paixão dura um Verão; o amor é para todas as estações."

Ver Para Além do Olhar