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Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

18
Abr17

Parémia do cavalo Drummond Andrade

AnnaTree

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. Cavalo ruano corre todo o ano Cavalo baio mais veloz que o raio Cavalo branco veja lá se é manco Cavalo pedrês compro dois por mês Cavalo rosilho quero com filho Cavalo alazão a minha paixão Cavalo inteiro amanse primeiro Cavalo de sela mas não pra donzela Cavalo preto chave de soneto Cavalo de tiro não rincho, suspiro Cavalo de circo não corre uma vírgula Cavalo de raça rolo de fumaça Cavalo de pobre é vintém de cobre Cavalo baiano eu dou pra fulano Cavalo paulista não abaixa a crista Cavalo mineiro dizem que é matreiro Cavalo do sul chispa até no azul Cavalo inglês fica pra outra vez. . Parêmia = provérbio

03
Abr17

So long, Diana

AnnaTree

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So long, Diana Sousa Pinto Agora já não vejo o sol Nem seu reflexo lunar levo as asas nos bolsos e o coração a planar neste voo nocturno Nao sei onde vou aterrar sinto as nuvens nos meus pulsos e o leme sempre a consentir sao sempre os mesmos ossos que eu insisto em partir neste voo nocturno só quero mesmo resistir neste voo nocturno sou mais leve do que o ar neste voo nocturno nao sei onde vou acordar em baixo há manchas no canal mas eu nao as quero ver poeira ou plano está frio e as helices a ferver o nariz do avião só obedece a quem quiser agora nao existe nada o meu motor ao ralenti vou revendo em surdina tudo o que eu vivi neste voo nocturno a madrugada vem ai neste voo nocturno sou mais leve do que o ar neste voo nocturno nao si onde vou acordar. Jorge Palma