A QUALIDADE DOS SENTIMENTOS DE WILLY PASSINNI parte XIII
Coisas Lidas
A palavra (domínio) remete-nos para o mundo interior, (controlo) para o exterior. A primeira envia-nos para a autodeterminação, a segunda para a heterodireção. A confiança nos nossos próprios meios provém apenas do domínio, atitude que não implica um poder autoritário, mas sim competência. De um bom musico diz-se, de facto, que domina o seu próprio instrumento e não que o controla, por sua vez, muitas vezes limita-se a pôr uma tampa na panela das suas próprias emoções. As pessoas «controladas» são geralmente frias, distantes, desconfiadas, asseadas, bem vestidas, civilizadas, mas sem a intensidade de quem está verdadeiramente em contacto com o seu próprio ser.
Quem exerce controlo sobre si próprio às vezes actua sobre os seus próprios sentimentos, muitas vezes sobre o seu próprio corpo. As pessoas deste tipo são minuciosas, meticulosas, mais analíticas do que sintéticas se sofrem do estomago tornam-se especialistas em dietas, e podem conversar horas a fio com o medico ou com o conjugue sobre as suas próprias funções intestinais. Outros dedicam-se á ginástica ou ao jogging. Alguns tornam-se vegetarianos. A ambição é sempre a mesma: controlar o corpo com a vontade.


