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Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

23
Abr20

A vida depois da vida, a sobrevivência da alma de Colin Wilson

AnnaTree

Coisas lidas

(...)

a notável médium italiana Eusapia Palladino. Era uma camponesa analfabeta ,de proporções consideráveis, que fora descoberta em Nápoles em 1872, quando tinha 18 anos de idade. Era a mais poderosa médium desde Daniel Dunglas Home. As cadeiras recuavam o avançavam na sua direção quando ela franzia as sobrancelhas ou lhes fazia sinal para se aproximarem, e ficavam suspensas no ar. Ela própria conseguia flutuar no ar e lá se instalar como estivesse num sofá.(...) Ela tinha uma personalidade altamente instável: violenta, impulsiva e manhosa. Quando saía do estado de transe, fazia abertamente propostas sexuais a homens que a atraíam .O que era pior, ela cometia fraudes. O absurdo é que as suas imposturas eram desajeitadas e o mais incompetente dos investigadores conseguia apanha-la em flagrante. Eusapia afirmava que estas fraudes eram cometidas por espíritos hostis, o que poderia ou não ser verdade ( na medida em que ela estava com frequência completamente acordava quando o fazia ). Não obstante , os seus outros fenómenos eram tão impressionantes que não se punha em questão se havia embustes.

 

22
Abr20

A vida depois da vida, a sobrevivência da alma de Colin Wilson

AnnaTree

Coisas lidas

(...)

A maior parte dos investigadores modernos (...)não está disposta aceitar a hipótese dos espíritos. No entanto, existe algo que se torna muito claro para qualquer pessoa que leia os relatos dos fenómenos de Home  é que os espíritos não só constituem uma explicação mais simples, mas, em muitos casos são a única explicação. Uma grande percentagem de fenómenos apenas podem ser explicada se assumirmos a existência de presenças separados um corpo.

(...)

Wallace não duvidava que a Sra.Guppy teria capacidade para convencer os céticos, de forma que convidou três dos mais hostis — professor WB Carpenter , professor John Tyndall, e GH Lewes, o marido da escritora de romances George Elliot. Carpenter veio, ficou silenciosamente sentado durante uma saraivada pancadas, e foi-se embora sem comentários ; nunca regressou. Também Tyndall não regressou, comentando somente “mostre-nos qualquer outra coisa”. Lewes simplesmente  recusou-se a aparecer.

(...)

Não obstante a recusa dos cientistas de acreditar nos seus próprios olhos e ouvidos, os fenómenos psíquicos continuaram a representar uma pedra no sapato dos intelectuais vitorianos. No fim de contas, era dever da ciência explicar mistérios, não ignora-los .

21
Abr20

A vida depois da vida a sobrevivência da alma Colin Wilson

AnnaTree

Coisa se lidas

(...)

Infelizmente , o êxito de Home começou a subir-lhe à cabeça. Não tinha uma personalidade particularmente forte e ser tratado como um mensageiro dos deuses teria sido o suficiente para desequilibrar uma natureza mais independente. Quando ele se mudou para a casa de campo de uma inglesa com títulos de nobreza, que se separara do marido, os seus antigos  admiradores ficaram escandalizados — o autocontrolo inglês produz um fascínio mórbido pelos escândalos sexuais, e Home começou a sentir uma nova atmosfera de hostilidade. Foi atacado ao regressar ao seu hotel e sofreu ferimentos ligeiros.

(...)

E no dia 10 fevereiro 1856 os espíritos disseram- lhe que a sua conduta recente não era digna de um representante do outro mundo e que os seus poderes o iriam abandonar durante um ano. Um conde polaco convidara-o para ir Nápoles e a Roma. Home sentiu-se na obrigação de admitir perante ele que os seus poderes o tinham deixado, mas a sua sorte manteve-se; o Conde insistiu que não fazia diferença e Home acompanhou-o a Nápoles . Apesar da perda dos seus poderes , não deixou de ser um gigante social. Os poderes regressaram, tal como os espíritos tinha profetizado, exatamente um ano depois, ao bater da meia-noite.

Nessa altura já Home se encontrava em Paris, tinha tomado a precaução se garantir contra a desaprovação da igreja tornando-se católico. O seu padre confessor — recomendado pelo próprio Papa — não ficou propriamente entusiasmado com o regresso dos espíritos, que ele assumia tratar-se de demónios — mas pouco podia fazer. Nem Home desejava a sua interferência, pois já se tornara um favorito do Imperador Napoleão III e da Imperatriz Eugénia. A sua sorte despertou muito inveja e hostilidade, mas depois do ano de deserção dos espíritos, Home não permitiu que a grandeza lhe subisse à cabeça.

Depois de uma viagem pela Europa do Norte, regressou a Roma, onde conheceu e cortejou uma bela Condessa russa de 17 anos chamada Sacha; foram a S. Petersburgo ( juntamente com o escritor de romances Dumas) e os parentes dela organizaram um casamento grandioso. Como foi recebido pela família real russo tão cordialmente como for por napoleão terceiro. Infelizmente, Sacha apanhou a tuberculose do marido e faleceu pouco depois do nascimento do filho  de ambos . Ao menos a sua morte não foi uma separação; Home conseguiu manter uma constante comunicação com ela.

Em 1862, a sua sorte pareceu tê-lo de novo abandonado. A polícia forçou-o a abandonar Roma , declarando que ele era um feiticeiro (os espíritos pioraram as coisas quando fizeram soar pancadas na mesa do chefe da polícia). Nos quatro anos seguintes, ele tornou-se um viajante sem destino . Em 1866, travou conhecimento com uma efusiva e vulgar senhora de idade com um sotaque da classe trabalhadora, Sra.Jane Lyon, que lhe disse que o queria adotar como filho, oferecendo-lhe numerosos cheques. Home alterou o seu nome para um Home-Lyon, mas os dois estavam longe de ser almas gémeas, a relação rapidamente começou a sofrer um forte desgaste — ele achava enfadonho o seu afeto e ela sentia-o frio. Ele teve uma recaída e fugiu para várias estâncias termais à procura de cura.  Quando regressou a Londres, descobriu que a Sra.Lyon tinha transferido para a sua fidelidade para uma médium estava a cismar em como poderia recuperar o seu dinheiro . Ela queria recuperar cerca de 30.000 libras — apenas metade do que lhe dera. Ela acusou-o de extorsão e Home foi preso. No julgamento, em abril de 1868, ela alegou que entregara o dinheiro pois ele lhe transmitira uma instrução nesse sentido do seu falecido marido. A defesa de Home centrava-se em ela ter tentado repetidamente seduzi-lo depois de ele se ter tornado seu “ filho”. Mrs.Lyon era, sem dúvida - como Home declarou -, vingativa e mentirosa, E muitas das suas mentiras foram expostas em tribunal. Mas um “médium espírita” não tinha possibilidade de ter um julgamento não preconceituoso. O juiz declarou que se a toda a gente que oferecesse dinheiro para caridade religiosa fosse permitido exigi-lo de volta, o resultado seria caótico; no entanto, como o espiritualismo era uma fraude e uma vigarice, ele faria uma exceção no caso presente. Home foi obrigado a devolver o dinheiro. O julgamento causou grandes danos a Home, agravando a impressão já criada pelo “senhor aldrabão”, de Browning , de que ele não passava de um intrujão vigarista . A notoriedade trouxe -lhe uma vantagem: uma viagem de conferências pela Inglaterra atraiu grandes audiências e ajudou-o a compensar a sua perda. 

Durante a  sua “cura termal” em Malvern, Home travara conhecimento com um jovem aristocrata, lorde Adare, e durante o ano seguinte passou grande parte do seu tempo com ele. Em 1870, Adare publicou Experiences in Spiritualism with Mister D.D.Home, talvez um dos livros mais extraordinários e impressionantes escritos sobre um médium. Adare era um jovem inglês comum, mais interessado na caça, tiro ao alvo e pesca do que em fantasmas. Foi Adare que viu Home a flutuar para fora de um quarto no andar superior, pela janela, e entrar noutro quarto pela mesma via. Também viu a materialização de vários espíritos  — incluindo Sacha e a  atriz americana Ada Mencken mãe e todos os outros fenómenos que Home me produzira nos 20 anos anteriores. Viu Home a avivar a lareira até os pedaços de carvão arderem chamas, depois a pegar numa mão cheia destes e  a esfregá-los na cara — não queimou nem a cara nem o cabelo. Também testemunhou momento em que ele se colocou contra uma parede, tendo a sua altura sido cuidadosamente medida, e depois a alongar-se para uma altura superior.

(...)

20
Abr20

A vida depois da vida a sobrevivência alma Colin Wilson

AnnaTree

Coisa se lidas 


Em agosto de 1852, sentado num círculo, Home flutuou até ao teto — uma façanha que se tornou virtualmente a sua imagem de marca. Outros fenómenos de que era responsável continuavam a ser quase tão extraordinários. Grandes pianos flutuavam pela sala, campainhas tocavam, címbalos ressoavam e ouviam se sons como de que de cantar dos pássaros e diversos ruídos de animais. Um dia, uma mesa com uma vela acesa inclinou-se num certo ângulo e a vela continuo a arder no mesmo ângulo, como se ainda estivesse sobre uma mesa na posição horizontal. Noutra ocasião, em casa do reverendo SB Brittan, entrou em transe, e uma voz anunciou: “aqui Ana Brittan.” Home começou a apertar as mãos, e na meia hora seguinte falou de forma selvagem e enlouquecida sobre os tormentos do inferno. O reverendo Brittan estava desconcertado pois tinha a certeza de que ninguém sabia que a dita senhora — uma parente — se tinha tornado presa de uma mania religiosa e falecera demente, obcecada com visões de castigo eterno.
(Numa aparição subsequente, Hannah Brittan disse-lhes que a sua vida presente era calma, pacífica e bela, e que os tormentos do inferno tinham sido uma ilusão do seu cérebro perturbado.)
A maior parte das mulheres adoravam Home, que era atencioso e amável —Ele gostava muito de mandar flores nos aniversários. Os homens gostavam dele ou o odiavam. Ele tinha modos efeminados e muitos suspeitavam que era homossexual.(Por alguma estranha razão, um número surpreendente de médiuns são - no.) Ele tinha sem dúvida uma certa vaidade na sua boa aparência pessoal e no seu cabelo ruivo e sedoso. Adorava roupas caras e era mundo snobe escandaloso, que tinha prazer em ser inacessível. (Apenas condescendia em conhecer pessoas que fossem apresentadas por um conhecimento mútuo).Ficava mortalmente ofendido se alguém oferecia dinheiro, e ressentia-se de ser tratado como um “prestidigitador ”. No que lhe dizia respeito, era o equivalente social de qualquer pessoa que conhecesse, incluindo reis. Não obstante, era convincentemente modesto relativamente às suas façanhas, insistindo que ele não tinha nada a ver com os fenómenos. Tudo o que ele fazia era relaxar e colocar-se no estado de espírito certo( e “certo” é provavelmente a palavra mais eficaz) e as coisas simplesmente aconteciam.
Em 1855,a tosse tuberculosa de Home tinha de tal forma degenerado que os seus admiradores decidiram que ele deveria ser levado para um clima mais saudável. Por alguma razão inexplicável, ele escolheu Inglaterra. Os admiradores pagaram -lhe a passagem, e, com uma multidão a acenar freneticamente, ele embarcou em Boston em março; tinha apenas 22 anos de idade.
Como de costume, os espíritos tomaram conta de Home . Em Londres, ele instalou-se no hotel Cox na Jermyn Street. O dono, William Cox, era um espiritualista, e recebeu Home “ como um pai recebe o filho”. De forma que Home conseguiu o alojamento gratuito e a apresentação à sociedade londrina que utilizava regularmente o hotel. Em pouco tempo, começou a fazer visitas a marquesas e baronesas. Visitou o escritor de romances lorde Lytton, que fez uso literário de muitos dos fenómenos das sessões espíritas de Home — uma forma luminosa que se dissolvia num globo, uma mão sem corpo, pancadas sonoras, faíscas ardentes — no seu famoso conto “o assombrado e as assombrações”. Lytton recusava-se a acreditar que os espíritos eram responsáveis; ele pensava que os fenómenos que eram causados pela mente inconsciente de Home . Tornou-se amigo do socialista Robert Owen, que se convertera ao espiritualismo e que o apresentou ao seu velho amigo lord Henry Brougham, um céptico voltairiano . Brougham e Sir David Brewster tiveram com Home uma sessão espírita em privado, na qual a mesa se ergueu no ar e uma campainha flutuou pela sala. Brewster descreveu estas coisas no seu diário e contou -as aos amigos, mas mais tarde insistiu que a mesa apenas “aparentava” ter-se erguido , e que provavelmente Home tinha movido a campainha através de algum mecanismo escondido. A controvérsia daqui resultante trouxe muita publicidade a Home e forneceu aos espiritualistas excelentes munições contra o dogmatismo científico, pois os diários de Brewster davam razão a Home .
Elizabeth Barrett Browning fez uma visita a Home, juntamente com o seu marido, Robert. Materializaram -se mãos fantasmas, ouviu-se música no ar, da mesa vinham pancadas violentas espíritos invisíveis fizeram-lhes carícias. Elisabete Browning ficou totalmente convencida; o seu marido — vigoroso, forte, com um pouco mais de metro e meio de altura — ficou sentado, de olhar carrancudo, resolvido a recusar aceitar a evidência a seus olhos. O nome de Home passou a não ser mencionado na casa dos Browning, e após o falecimento da esposa Browning escreveu o flagrantemente injusto “ Sr.Aldrabão, o médium”. O preconceito pode ter resultado de um episódio que ocorreu noutra sessão espírita de Home, quando uma mão sem corpo pegou numa coroa de flores e a colocou na cabeça da poetisa; Browning tinha inveja da esposa. Home piorou as coisas ao contar às pessoas que Browning tentara colocar-se no caminho da grinalda, para esta lhe vir enfeitar a cabeça.
A pedido da comunidade inglesa, Home foi viver para Florença. Ali, as manifestações foram mais fortes do que nunca. Um piano de calda flutuou no ar e manteve-se assim enquanto uma Condessa tocava nele; um espírito manteve uma conversa com uma princesa polaca na língua natal desta; num convento assombrado, Home conversou com o espírito de um monge — também um assassino — e fez com que as mãos deste, ossudas e amareladas, se materializassem.

19
Abr20

A vida depois da vida a sobrevivência alma Colin Wilson

AnnaTree

Coisas lidas

(...)

Daniel Dunglas Home nasceu nas proximidades de Edimburgh em março de 1833. Aos nove anos de idade, foi viver na América com uma tia, Mary Cook e o marido desta. A sua mãe e “pai”, e sete irmãos e irmãs, já lá se encontravam. Daniel sofria de tuberculose e tinha tendência para desmaiar — um típico “doente sensível”. O seu amigo mais chegado era um rapaz chamado Edwin, e juntos davam longos passeios nos bosques de Connecticut. Fizeram um acordo de miúdos — aquele que morresse primeiro voltaria para se mostrar ao outro. Em 1846, tinha Daniel 13 anos, contou aos seus pais que tinha acabado de ver Edwin aos pés da sua cama, e que a figura fizera três círculos no ar com a mão — o que Daniel interpretou como fazendo três dias que o amigo falecera. Isto veio a provar ser verdade.

Não ocorreram mais nenhumas experiências sobrenaturais nos quatro anos seguintes. Então Home teve uma visão de sua mãe, e percebeu que ela morrera. Pouco tempo depois, estava a pentear o cabelo quando viu, pelo espelho, uma cadeira a mover-se pelo quarto na sua direção. Ficou aterrorizado e saiu a correr de casa. À noite, foi acordado por três pancadas violentas na mesa de cabeceira. Na manhã seguinte, à hora de almoço do pequeno-almoço, estava a tia a meter-se com ele por estar a assistir a tantos encontros de oração. Começaram a fazer se ouvir  pancadas em toda a mesa. Alarmada, a tia gritou:” resolveste trazer o demónio para dentro da minha casa?“, E atirou lhe uma cadeira.O  Pastor Batista foi chamado para exorcizar o demónio, mas foi difícil este fazer-se ouvir sobre a saraivada de pancadas. Desconhecendo que os fenómenos de poltergeist são geralmente inofensivos, a sua tia pedir lhe para deixar  sua casa. Deste modo, aos 17 anos de idade, como teve que se desenvencilhar por si mesmo. 

Home tinha tanto encanto e alegria que muitos conhecidos ficaram felizes em oferecer lhe hospitalidade. Os espíritos deram lhe o seu apoio incondicional. Entrava facilmente em transe, e neste estado falava fluentemente francês e italiano - embora de nenhuma das línguas tivesse adquirido grandes conhecimentos.

18
Abr20

A vida depois da vida a sobrevivência alma Colin Wilson

AnnaTree

Coisas lidas

(...)

Tudo isto explica por que tão pouco realizou o mais notável médium do século XIX — Talvez de todos os tempos —, Daniel Dunglas Home. Home reteve os seus poderes durante mais de 1/4 de século, com a exceção do período de um ano em que, como veremos, os espíritos decidiram puni-lo. Eu levava a cabo extraordinárias façanhas à luz do dia. Ele fazia com que peças pesadas de mobília flutuassem até ao teto; Ele próprio conseguiu flutuar de uma janela até a uma ou outra. Ele lavava a face em carvão ardente. Era capaz de crescer vários centímetros se o desejasse. Foi testado dezenas de vezes por comissões de cépticos e nunca alguma vez foi descoberto algo que se assemelhasse a uma fraude.

Uma típica sessão espírita presidida por Home foi descrita com humor pelo seu biógrafo Jean Burton. Ocorreu numa tarde de janeiro de 1863, na elegante casa de Madame Jauvin d’Attainville, E entre os convidados incluía -se a princesa Metternich E o seu marido, o embaixador austríaco. Os convidados — quinze ao todo — Sentaram-se à mesa no magnífico salão de recepções decorado à segundo império, enquanto Home se sentou numa cadeira de braços a alguns metros de distância. Quando todos ficaram prontos, reclinou-se na cadeira, empalideceu e entrou num ligeiro transe. Perguntou: “Bryan, estás aí?” ( Bryan era o seu espírito guia). Soaram então pancadas violentas vindas da mesa, os candelabros começaram a oscilar e uma cadeira moveu-se de moto próprio pelo salão parou frente aos convidados. Ao mesmo tempo, a princesa Metternich Gritou ao sentir uma mão poderosa, mas invisível, assegurar a sua. Os outros também sentiram um ligeiro toque nas suas mãos. (Tudo isto ocorreu num salão “ardente luminosidade”. ) A toalha de mesa de tapeçaria eles no ar e, debaixo dela, ao parecia estar a mover-se, como uma mão um pequeno animal, na direção dos convidados. Isto foi o cúmulo para os homens, a maior parte dos quais era céptica ; o príncipe Metternich mergulhou sob a toalha e tentou apanhar a “criatura”; não encontrou nada. Um dos homens afastou a toalha para o lado, encontro outros foram para debaixo da mesa para descobrir a origem das pancadas; de novo, ficaram desapontados. Levantaram- se atabalhoadamente, fez-se ouvir uma trovoada de pancadas, como se por troça.O príncipe Metternich, furioso, estava agora convencido que vinham debaixo da mesa, e tornou a agachar -se para ver o que se passava.De novo soaram umas pancadas e Metternich gritou indignadamente: “nada de brincadeiras, por favor!” O grupo assegurou-lhe que não eram os responsáveis.

Aparentemente sob transe, Home apontou para um ramo de violetas sobre o piano e pediu que fosse trazido até eles. As violetas deslizaram do piano, flutuaram vacilantes pelo salão e vieram cair no colo da princesa. O Príncipe deu um salto em frente e agarrou as, começando a procurar o cordel que acreditava estar preso; nada encontrou.

Numa voz sumida, Home pediu então um acordeão,um instrumento muito em voga na altura. Quando foi trazido, foi solicitada à princesa que se colocasse em pé, sozinha no meio do salão, os braços esticados para cima a segurar o instrumento. Ela obedeceu, os braços no ar, e uma expressão de pasmo passou-lhe na face . O Instrumento deu um arranco e começou a tocar, com movimentos para dentro e para fora. O Que deixou toda a gente impressionada foi a bela interpretação, tão suave e melodiosa que trouxe lágrimas aos olhos de alguns membros do público.

17
Abr20

A vida depois da vida a sobrevivência alma Colin Wilson

AnnaTree

Coisas lidas

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A mensagem Spirit Book pode ser facilmente resumida. O indivíduo é um ser com quatro facetas, constituído de corpo, “princípio vital” (aura), alma inteligente e alma espiritual - Já nos tinhamos deparado com estas divisões em The Seeres of Prevorst e em Steiner. Os espíritos são seres inteligentes, que constituem a “população do universo“. O indivíduo é um espírito preso a um corpo físico. O destino de todos os espíritos é a evolução até à perfeição. Existem três categorias básicas de espíritos : “os espíritos inferiores“, agarrados à materialidade, os “espíritos de segundo grau“, cuja natureza moral já evoluiu ao ponto de experimentar somente um desejo do bem , E os  “espíritos perfeitos”, que atingiram o cume da sua evolução. E existem espíritos inferiores num leque que abrange desde os espíritos malignos, que entram em ação quando está envolvido uma intenção criminosa, aos simples “espíritos violentos“, que se deliciam em causar problemas. Estes últimos também são conhecidos como poltergeits. Depois da morte, o espírito passa algum tempo no mundo espiritual, após o que em reencarna na terra ou em algum outro mundo. O objetivo da vida terrena é possibilitar o desenvolvimento do espírito. Até certo ponto, o espírito tem a possibilidade de escolher as adversidades a suportar na sua vida seguinte. ( isto significa que é despropositado lamentarmo-nos do nosso fardo, na medida em que nós próprios o escolhemos.)

(...)

Thomson Jay Hudson, no livro intitulado The Law of psychic phenomena( 1893) . Hudson , estava fascinado pelo hipnotismo e pelos poderes invulgares que as pessoas conseguem desenvolver sob hipnose. Convenceu-se de que o ser humano tem duas partes, que chamou a “mente objetiva“ e a “mente subjetiva“. A mente objetiva é a parte em nós que dirige os problemas do dia-a-dia — o hemisfério cerebral esquerdo. A mente subjetiva está voltada para dentro; controla o nosso ser interior, o que se passa em nós. Normalmente, a mente subjetiva impressiona-se e é esmagada pela mente objetiva, de modo que dificilmente se atreve exprimir-se. Mas quando a mente objetiva é adormecida por um hipnotizador , a mente subjetiva consegue revelar os seus poderes escondidos.

16
Abr20

A vida depois da vida a sobrevivência alma Colin Wilson

AnnaTree

 

Coisas lidas

(...)

O caso Hydesville começou no dia  31 março De 1848, numa casa desmontável de madeira, na qual viviam um agricultor metodista de nome James D.  Fox, a sua esposa Margareth e as duas filhas de ambos, Margaretta, De 14 anos de idade, e Kate, com 12. Hydesville, é uma pequena vila não muito afastada de Rochester, Nova Iorque. O inquilino anterior, Michael Weekman, fora perturbado por vários ruídos muito fortes de pancadas, para os quais não conseguira encontrar qualquer explicação.

Família Fox também não conseguir adormecer nos últimos dias do mês de março de 1848 devido a diversos ruídos de pancadas, como o mês fora muito ventoso, a perturbação não for excessiva. Na sexta-feira, 31 março, a família decidiu recolher-se cedo para compensar o sono perdido. O senhor Fox deu a volta a casa para verificar as corrediças e trancas. As crianças repararam Que quando ele mexia nas corrediças para ver se estavam soltas, ouvia-se ruídos de pancadas que pareciam responder como um eco. 

A família inteira dormia em duas camas no mesmo quarto. Um pouco antes dos pais se deitarem, os ruídos de golpes recomeçaram. Disse Kate descaradamente: “senhor Splitfoot, faça como eu”, e começou a estalar os dedos. Para espanto das raparigas, as pancadas secas imitaram-na. Lembrando-se que o dia seguinte seria o primeiro de abril, as crianças decidiram que alguém lhes estava a pregar uma partida. No seu relato do sucedido, a senhora Fox escreveu: “Pensei então em fazer um teste que ninguém na àrea saberia responder. Pedi ao ruído para fazer soar o número de pancadas correspondentes às idades das crianças, sucessivamente. Instantaneamente, cada uma das idades das minhas filhas foi dada com exatidão, com pausas entre ambas suficientemente longas para se individualizarem, até à setima (criança), após o que seguiu uma pausa mais ampla, e depois foram dadas +3 pancadas enfáticas, que correspondiam a idade do pequenino que morrera....”

Um pouco assustada agora — isto evidentemente não se tratava de uma partida —, a senhora Fox perguntou se era um ser humano que estava a fazer as pancadas; Não veio qualquer resposta. “É um espírito? Se for, de duas pancadas.” Seguiam se dois golpes trovejantes, tão fortes que a casa abanou. Ela perguntou se se tratava de um “Espírito perturbado”, E de novo os golpes fizeram a casa tremer. As questões seguintes revelaram que quem estava a provocar as pancadas era um homem que morrera Com 31 anos de idade, que tinha sido assassinado na casa, e que tinha uma esposa e cinco filhos. A senhora Fox quis saber se o espírito tinha alguma objeção a que ela chamasse os vizinhos; as pancadas responderam “não”.

A família convocou cerca de 14 vizinhos. Um deles era um homem chamado William Duesler, Que assegurou à própria mulher Que toda a questão era ridícula e que nada misterioso poderia haver acerca dos ruídos. Quando ele chegou, alguns dos vizinhos estavam demasiado nervosos para entrar no quarto, mas Duesler nao se sentia preocupado. Entrou e sentou-se na cama, e ficou atónito quantas as perguntas da senhora Fox eram respondidas com ruídos de pancadas que faziam vibrar a cama.( mais tarde, houve escritores que insistiram que eram as duas crianças que faziam todos os ruídos, fazendo estalar as articulações, mas é difícil perceber como isto faria tremer a casa e pôr a cama em vibração).

Duesler Começou a interrogar o “espírito”. Através de um código de pancadas, Determinou-se que a entidade era o indivíduo Que fora assassinado na casa, um vendedor ambulante chamado Charles B.Rosma, que fora atacado devido aos $500 dólares que trazia consigo. O homicídio tiver lugar Cinco anos antes e foram cometidos pela pessoa que na altura era o inquilino, Um tal senhor Abel. Uma empregada chamada Lucretia Pulver mais tarde confirmou que um vendedor ambulante tinha passado a noite na casa, e que ela for mandada para casa; quando ela regressou no dia seguinte, o vendedor ambulante já lá não estava.

Quando correu notícia destes acontecimentos impressionantes , centenas de pessoas vieram visitar a casa. No domingo, 2 abril, Duesler ficou a saber da vítima que o seu corpo foi enterrado na adega. Isto parecia proporcionar um método de investigação, e James Fox e os seus vizinhos uniram-se de pás, foram à adega — que tinha chão de terra — e começaram a cavar. A três pés de profundidade encontraram água e desistiram da tentativa. Mas em julho, quando água desaparecera, tornaram a cavar e à profundidade de cinco pés encontraram uma tábua grossa; debaixo desta, em cal viva, havia cabelo humano e alguns ossos.

O Senhor Bell, ao ter recebido a informação de que era acusado de homicídio por um fantasma, negou tudo com indignação, e apresentou testemunho do seu bom carácter com as palavras dos seus novos vizinhos de Lyon, Nova Iorque. O espírito já profetizara que o homicida nunca seria chamado à justiça.

No seu relato do caso no Modern Spiritualism, o séptico Frank Podmore comenta: “nunca se obtiveram provas que corroborassem o suposto homicídio, ou sequer a existência do indivíduo supostamente assassinado.” Isto foi escrito em 1902. Dois anos mais tarde, em novembro de 1904, uma parede na cave da casa da família Fox ruiu, pondo a descoberto uma outra parede por detrás dela. Ao escavar por entre as duas paredes, foram achados um esqueleto e uma caixa de folha de um vendedor ambulante. Parecia que alguém tinha retirado o corpo da sua sepultutura original inicial e o enterrara junto à parede, e depois levantara uma outra parede para confundir os investigadores.

Nos dias imediatamente a seguir as primeiras manifestações, foi criada uma comissão para juntar as declarações das testemunhas. Nem todos os investigadores estavam convencidos que os ruídos tivessem origem sobrenatural; mas ninguém sugeriu que a família Fox pudesse ser responsável. Com a família toda reunida no mesmo quarto, era obviamente impossível que, quer os pais, quer as filhas, pudessem estar a causar os ruídos.

O que rapidamente se tornou notório foi que nada acontecia a não ser que as crianças estivessem em casa — especialmente Kate. Uma comissão de cidadãos céticos da Rochester veio para proceder a uma investigação; concordaram que Margareth certamente não era responsável. Uma segunda e terceira investigações produzir o mesmo resultado. As crianças foram despidas e revistadas para saber se tinha algum O mecanismo mecânico reproduzisse os ruídos; não havia nada. Puseram nas em pé sobre almofadas com os tornozelos amarrados; ainda assim se ouviam as pancadas.

Mas crianças foram separadoras; Kate foi pra casa da sua irmã mais velha Leah em Rochester; E Margareta ficou com o seu irmão David em Auburn. Os “espíritos” seguiram-nas a ambas. Ouviam-se ruídos de pancadas secas, As pessoas sentiam que estavam a ser tocadas Por mãos invisíveis. Na casa de Leah, um hóspede chamado  Calvin Brown Assumiu perante o espírito uma atitude levemente satírica, e este começou a persegui-lo, atirando-lhe objetos. O gorro da senhora Fox foi puxado da cabeça e o pente retirado do cabelo. Quando os membros da família se ajoelhavam para rezar, eram-lhes arremessados alfinetes. Na pensão do irmão David, coisas semelhantes também ocorriam. Era óbvio que o vendedor ambulante assassinado não era responsável por tudo isto — ele estava de volta na casa de Hydesville, A fazer horríveis ruídos gorgolejantes e ruídos como um copo a ser arrastado pelo chão. O cabelo da senhora Fox ficou branco. Um espírito que entrou em comunicação com o Kate afirmou ser um parente falecido chamada Jacob Smith. A sua irmã Leah Fish descobriu que também ela conseguir comunicar com os espíritos, E começou a produzir mensagens. Uma rapariga 16 anos chamada Harriet Bebee, que visitara a casa de Auburn e testemunhara os ruídos de pancadas, regressou à sua casa a 35 quilómetros distância e percebeu que os ruídos a tinham seguido.

A família Fox mudou de residência para Rochester, mas as manifestações continuaram. Por vezes os ruídos de pancadas eram tão altos que podiam ser ouvido são muitos quilómetros de distância. Aparentemente, os poltergeists tinham substituído o anterior “espírito perturbado”. Um dia, O visitante chamado Isaac Post começou a colocar questões ao espírito, e foi respondido por uma barragem trovejante de pancadas. Depois, através de um código alfabético, o espírito soletrou uma mensagem: “Queridos amigos, deveis proclamar esta verdade o mundo. Esta é a madrugada de uma nova era; não tenteis escondê-la por mais tempo. Deus dar-vis-à proteção e os espíritos benignos tomarão conta de vós.” Sim começou uma série de manifestações que mais tarde se tornaram típicas do “espiritualismo” as mesas deslocavam-se e batiam com os pés , dedos invisíveis Tocavam instrumentos musicais, os objetos moviam-se pelo quarto. Os espíritos davam a entender que preferiam manifestar-se na escuridão — o que confirmava os céticos na sua opinião. Outros acreditavam que era altura de pôr em prática a injunção no espírito e “proclamar esta verdade o mundo”. No dia 14 novembro de 1849, primeiro encontro espiritualista teve lugar no salão Corinthian em Rochester.

15
Abr20

A vida depois da vida a sobrevivência alma Colin Wilson

AnnaTree

 

(...)

 A partir deste momento, Kerner Passou a levar a sério a sua paciente e a tomar nota das suas ideias básicas. Ela contou-lhe que estamos rodeados de espíritos invisíveis,E, para o provar, convenceu os a fazerem ruídos de pancadas, Atirar com areia, e levantar um banco ao ar. Um livro abriu-se por si próprio, uma vela foi apagada por mãos invisíveis, E alguma coisa puxou as botas de Friederike dos seus pés quando esta estava deitada na cama. O próprio Kerner viu um “espírito”, tendo -o descrito como algo que se parecia com uma coluna de nuvem cinzenta encimada por uma cabeça.

 Friederike Falava uma língua estranha e desconhecida, que ela pretendia ser a língua original da vida anterior — os eruditos mais tarde descobriram que se assemelhava a língua cóptica. Ela falava de vários ciclos complicados na existência humana — os círculos do sol e os círculos da vida. Mais significativo ainda, ela declarava que o indivíduo consiste de quatro partes: corpo, aura nervosa, alma e espírito; a aura nervosa e um corpo etéreo que permite a continuação do processo vital quando dormimos ou quando estamos em transe.

Estas manifestações espíritas não eram nada benéficas para o seu estado de saúde, e ela morreu aos 29 anos de idade, em 1829.

14
Abr20

A vida depois da vida a sobrevivência alma Colin Wilson

AnnaTree

Coisas lidas

 

“Sinta-se perante o facto como uma pequena criança, esteja preparado para abandonar toda a ideia preconcebida, siga humildemente todo e qualquer abismo é que conduza a natureza, senão, nada aprenderá“ Thomas Henry Huxley

A vidente de Prevorst Era uma camponesa chamada Friederike Hauffe, Que tivera desde a infância visões estranhas e conversara com espíritos invisíveis. Aos 19 anos de idade, Friederike Casara com um primo e tivera uma criança; sucumbira então a uma depressão pós natal, tendo desenvolvido sintomas de histeria. Kerner, Médico abastado e poeta amador, foi incumbido de tentar a sua cura.

Compreensivelmente, ele encarava as suas visões como alucinações. Friederike Era capaz de ler  com o estômago. Deitava-se numa cama e era colocado um livro, virado para baixo, sobre a barriga despida. De olhos fechados, ela lia então tão facilmente como o  livro estivesse à sua frente.Ela pretendia também conseguir ver o interior do corpo humano, e possuía um conhecimento do sistema nervoso que era extraordinário para uma camponesa.

Kerner mudou a sua opinião Em relação às visões depois de uma estranha experiência. Ela contou-lhe que estava a ser assombrada por um homem estrábico, e Kerner reconheceu nesta descrição um homem que morreu alguns anos antes. O falecido, dizia Friederike, Sofria com a consciência pesada pois desviara algum dinheiro e uma outra pessoa fora acusada. Agora, o autor desfalque desejava limpar o nome do inocente, em atenção à sua viúva. A prova, explicou, estava num cofre de documentos que se encontrava na casa de um determinado oficial. O “espírito” mostrara-lhe O oficial sentado no seu quarto, com o cofre aberto na mesa. A sua descrição foi tão completa que Kerner reconheceu um juiz chamado Heyd. O juiz teve de admitir a precisão do relato de Friederike sobre o seu quarto, E tanto ele como  Kerner ficaram pasmados quando documento foi encontrado exatamente onde ela dissera que estava — ela até sabia que fora arquivado no lugar errado

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