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Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

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08
Set14

ENTREVISTA A ANTONIO BAGÃO FELIX POR ANABELA MOTA RIBEIRO DNA 2003/08/02 Parte I

AnnaTree

COISAS LIDAS

 

BAGÃO FELIX(…) a nossa luta, o nosso combate, os nossos objectivos resultam justamente disso, de sabermos que temos um tempo limitado. Se fôssemos eternos seria o tédio completo.

ANABELA MOTA RIBEIRO: a busca assume sempre um sorriso nos lábios?

BF: (…) Há uma coisa que tenho aprendido com a idade: a felicidade tem muito a ver com a autenticidade, com a conformidade entre sermos, estarmos, fazermos, dizermo-mos, pensarmos, transmitirmos. Esta coerência ou congruência entre as diferentes expressões de ser, quanto mais for conseguida, mais felizes somos.

AMR: O que é a felicidade?

BF: A felicidade é atingir o simples. E ao atingir o simples está-se mais perto do absoluto, E portanto está-se mais perto de Deus. É nos momentos em que nos mostramos mais simples que somos mais felizes. O momento de euforia não é um momento simples.

AMR: Pode-se encontrar no arrebatamento uma sensação de plenitude ou não?

BF: Mas isso é uma bebedeira: é um estado de embrieguês que pode etr a sua piada como momento de libertação. Mas é um momento. A felicidade não é uma fotografia, tem de ser um filme. Tem de ser sustentada.

AMR: Quer dizer que a sua noção de felicidade pressupõe continuidade, não é uma noção fragmentada?

BF: Vou utilizar uma imagem provavelmente irritante porque excessivamente economicista: distinguimos os aspectos conjunturais. A felicidade é uma noção estrutural. Se me tirar uma radiografia do meu estado de alma, um electro-alma-grama( inventei agora a palavra), o resultado do dia-a-dia é irregular, tem altos e baixos. Mas se me puder fazer o mesmo exame ao longo da vida, ele é muito mais estável no sentido em que me aproximo dessa ideia de felicidade. Que culminará com a morte, por mais estranho que pareça.

(…)

Sou eu a encontrar Deus. Não consigo isso na oração.

AMR: O que é que se consegue na oração?

BF: Temos tendência- faz parte da nossa vulnaberilidade - para fazer da oração uma contra-corrente com Deus. Oramos quando nos sentimos aflitos, perdidos. É um grande acto de injustiça, que eu muitas vezes cometo, como qualquer pessoa com o tempo habituei-me a procurar falar com Deus nos momentos em que aparentemente não estou a precisar Dele. A ideia da oração não é ir bater á porta , metes-Lhe uma cunha. Como aqueles «amigos» que nunca vimos e que de repente nos contactam e a seguir vem o pedido.

 

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