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Arvore De Letras

Coisas lidas,ouvidas,cantadas, declamadas,faladas,escritas

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05
Jan21

Os Últimos Marinheiros de Filipa Melo

AnnaTree

Coisas lidas

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(...)

Cristina Alves viu na televisão anúncio da escola náutica, telefonou para lá e abrir as portas abriram-lhe as portas. Três anos depois, concluiu a licenciatura em arquitetura. Em simultâneo, tornou-se uma das primeiras mulheres Portuguesas a formarem-se em pilotagem marítima. “Ao fim das primeiras viagens, descobri que era mesmo o mar que eu queria.”(...)  sobre a comandante Cristina, o que se compreende. Para além do carácter sui generis E da competência profissional, ela representam um tipo raro de mulher, capaz de se afirmar, se fazer respeitar e progredir até ao topo num meio quase obtusamente masculino, sem perder as características femininas. “Usava cabelo curto e vestia o fato macaco, mas sempre me maquilhei E nunca abdiquei dos meus brincos. Como era a única mulher no meio de tantos homens, durante tantos dias seguidos, às tantas já dizia: “um gajo como nós…“. O sentido de humor funcionou como arte de defesa e adaptação e ganhou fama rápida. As cabeleiras de Cristina, também. “Escolhi a cor de cada uma consoante a carga que levávamos (amarelo para o trigo , por exemplo)Divertia-me e divertia os outros, o que me ajudou muito ultrapassar assédios e más línguas, que existem de facto e são terríveis. Uma vez, ao fim de três ou quatro dias a bordo, há um marinheiro Que vai ter com o comandante lhe perguntou: “oh comandante, afinal quantas gajas há a bordo?” 

Da estreia como praticante até ao primeiro comando de um navio, Cristina Alves fez por se “juntar ao gangue”. Leve e magra, ágil, servia para os trabalhos mais perigosos: verificar o calado do navio, pendurada à poupa por uma corda, ou descer ao porão para picar a ferrugem numa zona alta. Não se abstinha de participar nas manobras de acesso e saída do navio de porto ou nas tarefas mais “sujas”, como a limpeza dos fluídos acumulados nas cavernas.” Tornei-me um deles e, talvez por isso, sempre acataram as minhas ordens sem oposição.”

Homem livre, tu sempre gostarás do mar, disse Baudelaire.

(...)

Foi então que decidiu desembarcar,”para fazer uma criança “. Ri. Passou os seis meses seguintes embarcada, grávida. O marido juntou-se-lhe em Veneza, para a primeira ecografia. A primeira filha nasceu em Lisboa e Cristina ficou a trabalhar nos escritórios da Portline nos quatro anos seguintes, durante os quais nasceu a segunda. Em 1991, aceitou comandar um navio - tanque e garante o carimbo mais alto na célula marítima. Três anos depois, mudou-se definitivamente para terra.

(...)

Na verdade, só se descobre aquilo já existe.

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